Tecnologia, terceira idade e finanças: os setores mais promissores para o mercado de trabalho em 2020


Reportagem do jornal Zero Hora, traz especialistas analisando os cenários e conta com a participação do CEO da Produtive, Rafael Souto. Ele reforça o protagonismo do setor tecnológico, mas lembra que a retomada da economia permite uma reação na geração de emprego também na indústria, como construção civil, no varejo e nos serviços

O ano de 2020 surge promissor para algumas profissões e desperta novas oportunidades para setores que estavam estagnados diante da recessão que assolou o país nos últimos anos. Consultados por GaúchaZH, especialistas em recursos humanos apontam quais profissionais estarão entre os mais cobiçados pelo mercado a partir de janeiro. Duas áreas se destacam: tecnologia da informação (TI) e saúde na terceira idade.

Segundo a CEO da Maturilab Coach Recursos Humanos, Mônica Riffel, o envelhecimento da população abre espaço cada vez maior para médicos, fisioterapeutas e cuidadores de idosos, por exemplo. Mônica salienta que este é um fenômeno mundial, mas ainda mais acentuado no Rio Grande do Sul.

— Porto Alegre é uma das capitais que mais está envelhecendo. Isso permite novos ambientes de acolhimentos e abre caminho para profissionais mais maduros, que têm mais cuidado e mais atenção. Nenhuma máquina vai substituir o carinho e a dedicação de um ser humano com uma pessoa mais velha — salienta Mônica.

A consultora destaca que o avanço da tecnologia coloca algumas profissões em extinção, ao mesmo tempo em que passa a exigir outras competências de quem deseja se manter em alta no mercado de trabalho. Criatividade, flexibilidade e senso crítico são três dos atributos mais requisitados, aponta Mônica. A qualificação permanente é outra atitude importante.

— A máquina só responde àquilo para o quê foi programada, então o humano precisa usar as características que só ele tem. Muitos serviços serão substituídos pela tecnologia, mas conhecimento continua sendo fundamental — alerta.

Já para quem trabalha diretamente com tecnologia, 2020 segue promissor para profissionais com domínio sobre softwares. Para o fundador da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, Rafael Souto, os melhores empregos e a maior quantidade de vagas está no setor de tecnologia da informação. Algumas empresas atuantes nos polos tecnológicos vinculados a universidades têm até 50 postos em aberto.

— É uma área em crescimento no Rio Grande do Sul, um dos três Estados que abrem mais vagas e que têm uma base boa de formação. Também é uma área sem fronteiras, você pode trabalhar em Porto Alegre para uma empresa de São Paulo, por exemplo — diz Souto.

Headhunter da Yoctoo, empresa que atua com consultoria e recrutamento em tecnologia, Diego Barbosa sugere aos profissionais de TI dedicação a algumas habilidades, como organização, agilidade, produtividade e resiliência. Aliado a especializações técnicas, como domínio de todo o universo de dados e capacidade de ação nos demais segmentos digitais das corporações, esses predicados, afirma Barbosa, são cada vez mais valorizados pelos recrutadores.

Rafael Souto reforça o protagonismo do setor tecnológico, mas lembra que a  retomada da economia permite uma reação na geração de emprego também na indústria, no varejo e nos serviços. A construção civil, principal termômetro, já dá sinais de recuperação, com novos lançamentos imobiliários.

Após três anos de queda na produção e fechamento de postos, a indústria está voltando a contratar. Grande empresas como Gerdau, Marcopolo e Randon estão abrindo novos postos de trabalho, a partir do aumento da demanda. O novo cenário, com juro baixo e o dólar em alta, também ajudam na recuperação.

— Com o câmbio atual, ficou mais atrativo exportar. E as taxas de juro incentivam os investimentos, já que o dinheiro parado não rende como antes. Na indústria, isso se reflete em mais empregos tanto no chão de fábrica, para operários menos qualificados, como nos postos mais elevados, como gerentes de produção — analisa Souto.

Nesse panorama, também cresce a cobiça por profissionais que atuam com planejamento financeiro. O forte ajuste imposto às empresas aumentou a necessidade por contadores especializados em controladoria, capazes de manter um fluxo de caixa contínuo e sem riscos à saúde contábil mesmo em tempos de crise.

— Como todo mundo passou a trabalhar com margens muito apertadas, é importante ter alguém que mantenha o lucros diante de redução do faturamento — revela Souto.

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