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Produtive participa do Programa de Incubadora do Sebrae-SP – Março 2018

A Produtive participou da primeira rodada de Mentoria para o Programa Incubadora do Sebrae-SP e do CIETEC-USP como uma das empresas que aconselhou alguns dos empreendedores da capital paulista.

Representada pela consultora de carreira sênior, Marcia Oliveira, que ofereceu orientações sobre ampliação de rede de networking e construção de marca pessoal atrelada ao negócio, a empresa viabilizou a participação de três executivos de segmentos diversificados, também como mentores, que deram informações de mercado e recomendações em relação aos negócios.

Para Marcia, é importante que o profissional, que esteja em transição ou mesmo empregado, perceba esses eventos como uma proposta de valor. “Pensando no conceito de trabalhabilidade, novas ideias e oportunidades podem surgir nessa experimentação, além de ser um meio para aumentar e fomentar a rede de contatos”.

Cleber Kouyomdjian, executivo de desenvolvimento de negócios e um dos mentores do projeto, comenta que a troca foi muito rica e agregadora. “Poder ajudar esses profissionais que possuem ideias e produtos muito interessantes, e oferecer uma visão estratégica de negócio, ajudando-os a perceber os riscos e a responder questões que eles ainda não tinham refletido, foi de grande valia. “É fundamental esse apoio para não ter o projeto prejudicado na largada”, recomenda.

Segundo o diretor de TI, Elcio Tarallo, a mentoria é uma experiência positiva para os dois lados. “O mais bacana foi perceber que as recomendações foram válidas e que as outras visões apresentadas para quem está mergulhado na criação de uma empresa dão outro sentido ao negócio”, afirma. Esse trabalho, de acordo com o mentor, proporciona novas conexões que, certamente, beneficiarão os empreendedores participantes, e também é uma oportunidade de conhecer novas ideias e pessoas interessantes.

“Sempre existe uma troca, porque a nossa expertise é generalista e os mentorados chegam com demandas específicas”, explica o executivo de agenciamento marítimo, logística e transporte multimodal, Ronaldo Moraes. Com esta visão, ele diz que é possível proporcionar um olhar mais amplo para os projetos. Além disso, Moraes reforça que a contribuição que o Sebrae oferece é muito completa e fazer parte desse movimento é uma oportunidade incrível.

Adicionais a esta, a Produtive e os executivos convidados participarão de mais quatro sessões de mentorias seguindo com o objetivo de orientar a construção de valor comercial de projetos inovadores de tecnologia a empresários que já estão no mercado há alguns anos.

 

NOVIDADE EMPREENDEDORA

Se você se interessa em saber mais sobre esse trabalho, o Sebrae acaba de inaugurar o Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa no Palácio dos Campos Elíseos, prédio histórico localizado na área central de São Paulo. O Centro será um “hub” de empreendedores e projetos ligados a tecnologia, inovação e criatividade, com ações voltadas à produção e disseminação de conhecimento em um ambiente aberto à integração.

INSIGHTS EM EVENTO

Entre os dias 7 e 10 de abril, será realizada a 7ª edição da Feira do Empreendedor do Sebrae-SP no pavilhão de Exposições do Anhembi. O evento reunirá expositores e consultores e é uma excelente oportunidade para quem quer se atualizar, conhecer novas ideias de negócios ,fazer contatos, além de oferecer serviços, novos produtos e soluções para melhorar a empresa. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui

 

6 maneiras de saber se sua carreira precisa de novos rumos – Fevereiro 2018

Pense que, daqui a um tempo, o emprego pode não existir mais na sua área de atuação. Por isso, planejar a carreira com apenas uma possibilidade é um erro 

Lidar com as mudanças rápidas de mercado não é uma tarefa fácil para a carreira de ninguém. Quando fazemos parte de um mundo globalizado, de acesso rápido às informações e abertura de novos mercados, estar atentos às transformações do trabalho é fundamental para não perdermos o gatilho de crescimento ou ficarmos obsoletos.

De acordo com a consultora de carreira sênior da Produtive, Marcia Oliveira, os profissionais de áreas específicas e bastante técnicas, como de Recursos Humanos, tiveram que passar a entender do negócio com essa transformação. “Uma área de desenvolvimento e treinamento, por exemplo, não pode colocar um projeto para rodar se não tiver uma métrica muito clara para análise do retorno sobre o investimento. Por muito tempo se ouviu que os resultados não eram tangíveis, mas agora, com os reforços do big data, esses profissionais precisaram desenvolver novas competências e oferecer um retorno mais estratégico às áreas das empresas”.

Outro exemplo de mudança que a especialista traz é no mercado financeiro, que tem saído do modelo tradicional, considerando as mais diversas operações de avaliação de risco, de conformidade, com muitas questões regulamentadoras e que exigia perfis muito técnicos, para negócios com novas moedas e novos modelos, como as fintechs. “O caso das seguradoras também é clássico nesse sentido. Hoje, nos deparamos com mais seguradoras online. Em médio prazo, o contexto mostra que teremos muitas pessoas fazendo seguro de forma pontual, sem necessidade do corretor físico, talvez”, comenta ela.

Nesse calibre de cenários futuros, Elisio Carolino Santos, executivo da área de finanças e advogado, tem buscado constante especialização para continuar competitivo e partir para novas atuações de trabalho. “Atuo em finanças desde o início da minha trajetória, mas considerei em ter a minha graduação em Direito, pois entendi que teria conhecimento complementar à minha experiência e também contribuir mais na área Existe uma lacuna grande entre jurídico e financeiro e ter ambos conhecimentos agrega muito valor”.

Ele comenta que procura se especializar muito para um dia atuar no meio acadêmico quando a vida executiva não for mais possível. “Acredito que o profissional de hoje precisa estar aberto a ambientes e conhecimentos novos. Sempre tive muita vontade de aprender e curiosidade”, diz ele que, além da graduação em Direito, coleciona títulos de especialista em Direito Empresarial e em Finanças, doutorado em Administração e está prestes a concluir seu mestrado também em Administração.

Fique conectado!

Veja abaixo as dicas da especialista Marcia Oliveira e saiba se a sua carreira precisa de atualização de rota

1 – A forma como o seu cliente chega até você é a mesma do que antes? Se não, repense sobre conhecimentos ou competências que você precisa adquirir para não perder a mão no relacionamento com os clientes.

2- As ferramentas ainda são as mesmas para realizar o seu trabalho? Com a participação cada vez maior da tecnologia na vida de todos, muitas empresas têm feito uma migração do analógico para o digital e isso tem mudado os processos internos. A dica de ouro aqui é: não seja resistente ao novo. Procure entender e participar desta mudança.

3- Procure conversar com os seus colegas de profissão. Faça networking para trocar ideias e benchmarking. Além de se atualizar, você mantém ativa a sua rede de relacionamento.

4- Para que lado estão indo? Conheça o plano estratégico da organização na qual trabalha. Dessa forma, você conseguirá investir em sua carreira com mais clareza, preenchendo lacunas que podem ser solicitadas em um futuro breve seja internamente ou pelo mercado.

5- O que está acontecendo em mercados estrangeiros? As maiores potências do mundo ditam as regras de tendências de consumo e culturais. Israel, por exemplo, se destaca em relação à cibersegurança. Já a China, está mudando o cenário da área de finanças. Nos EUA, em Nova York, carregam as mudanças da bolsa de valores, assim como na Califórnia, na região do Vale do Silício, é o polo de inovação e tecnologia.

6- Feitos todos os passos, gerencie seu plano de ação e procure validá-lo com especialistas da área para diminuir os riscos e aumentar a efetividade de sua decisão.

 

Carreira 3.0: a era da trabalhabilidade

Em sua coluna no jornal Valor Econômico, Rafael Souto, CEO da Produtive, discorre sobre o futuro das relações de trabalho e a necessidade de transformação dos profissionais.

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As mudanças do mundo do trabalho são evidentes. Mais do que as mensagens apocalípticas sobre robôs e extinção de funções, as transformações no emprego tradicional são cada vez mais rápidas e potentes. Alguns fatores se destacam nessas alterações.

O primeiro é a reorganização das empresas. Lançadas numa era de ampla competição, precisaram reduzir níveis hierárquicos e repensar o jeito de operar. Esses constantes cortes de estrutura limitam a oferta de posições e tornam o emprego mais escasso. A consequente exigência aumenta e a oferta de posições fica mais restrita.

Outro fator foi o colapso da oferta do plano de carreira, que morreu. O sequenciamento de cargos pelo decurso do tempo é um modelo antigo e impossível de ser mantido. Cada indivíduo terá o desafio de construir o caminho de sua jornada profissional. Fazer articulações e sobreviver no tempestuoso mundo corporativo. Não há mais crescimento por tempo de casa. Não há mais rota, trilha ou plano linear. A incerteza dos negócios impede a criação de modelos previsíveis de crescimento profissional. Só resta ao profissional buscar seu desenvolvimento para estar pronto quando a oportunidade surgir.

Outra mudança significativa tem relação com a longevidade. Estamos vivendo cada vez mais e precisaremos encontrar alternativas para continuar produzindo, além do emprego tradicional. O mantra do século passado: “estude para ter um bom emprego” é incompleto neste novo pensar na carreira. O emprego é um ciclo finito na vida do indivíduo. O trabalho é mais duradouro. Encontrar formas alternativas de produzir é um desafio de todos. Isso impõe uma mudança de modelo mental.

Pensar a trabalhabilidade é descobrir alternativas para encontrar ocupação e gerar renda. Não somente o modelo clássico do empreendedor, embora esse também o seja. Buscar atividades em tempo parcial, colaboração baseada em resultados, atividades de consultoria, docência ou qualquer outra maneira de estar ativo.

Nessa direção surge o conceito que chamo de Carreira 3.0. É a fase mais aguda do protagonismo de carreira. Numa época em que o trabalho será cada vez mais colaborativo e conectado, a gestão da carreira cabe integralmente ao indivíduo. Ele é o agente principal na missão de buscar trabalho e se desenvolver. Aumentar a prontidão para as demandas que vão surgindo. Explorar de maneira ativa as oportunidades no mercado. Pensar além do emprego e estar aberto a novos modelos.

As ideias antigas de emprego e empregabilidade devem ficar na lembrança. Afinal, pensar somente em emprego é coisa dos anos 70, quando encontrar uma boa empresa era a realização de todo profissional, que tinha a sua vida cuidada pela organização até a aposentadoria. Era a carreira 1.0.

Já nos turbulentos anos de 1990, surgiu a ideia de empregabilidade. O desafio era ser atrativo para o mercado. Pensar em outras empresas. Mas, o modelo vigente ainda era do emprego. O que mudou foi o início do protagonismo em que o indivíduo passou a assumir uma responsabilidade maior no controle de sua carreira. A fantasia do emprego para a vida toda foi questionada. Esse modelo de empregabilidade já está ultrapassado. Essa fase, que denomino de carreira 2.0, foi um avanço se pensarmos no mercado de 30 anos atrás. Hoje, é conceito dissonante das tendências do trabalho contemporâneo.

Com esse conhecimento, precisamos fazer um honesto check-up de modelo mental. Se ainda estivermos presos nos conceitos de emprego e empregabilidade, corremos um sério risco de ficarmos obsoletos. Mais preocupante do que o impacto da inteligência artificial nos empregos é o risco de ficarmos defasados muito mais rápido do que a chegada das temíveis máquinas.

Não importa se teremos automação, revoluções digitais ou rebelião de drones. Os profissionais atentos a trabalhabilidade e dispostos a explorar alternativas sempre terão espaços. A carreira 3.0 é uma mudança do jeito de programar a vida no trabalho. Essa é a verdadeira revolução que cabe a cada um de nós liderar.

NEWSLETTER CARREIRA EM DEBATE – ABRIL 2017

Regra de ouro na satisfação pessoal é ajudar alguém. Não é novidade que diversas religiões e filosofias de vida pregam a benfeitoria ao próximo. Para a carreira, a prática não foge do conceito. Um levantamento da Deloitte nos EUA mostra que 81% dos executivos de RH consideram os trabalhos voluntários na seleção de candidatos. A consultora de carreira na Produtive, Clarissa Galecki Andrade, explica que há muitas empresas que têm programas de responsabilidade social. “Quando há profissionais com essas habilidades e interesses, as chances de convergência são muito altas”.

Para ela, a ação também agrega em muito à trajetória do profissional. “É importante para profissionais em início de carreira, que possuem pouca bagagem, para aqueles que têm interesse em conhecer e experimentar outras áreas de atuação, e para os que estão em transição de carreira”. Os sêniores também não escapam, segundo a consultora. “A experiência e a bagagem deles são fundamentais para o envolvimento dos demais voluntários”.

Em meados de 2016, o gerente Comercial, Alexsandro Von Burg Brubacher, estava num cenário muito favorável em seu trabalho, mas decidiu fazer o planejamento de sua carreira para ter mais clareza de seus objetivos e organizar os próximos passos. No decorrer do projeto, uma das rotas propostas foi ter uma experiência internacional, incluindo a realização do trabalho voluntário e a melhora na desenvoltura da língua inglesa.

Meses depois, partiu para terras canadenses e, participou de uma causa chamada Step Up Challenge, que promove campanhas de corridas verticais a cinco arranha-céus em várias partes do Canadá para conscientizar a realização de exames periódicos de próstata a fim de aumentar as chances de cura da doença com a antecipação do diagnóstico.

Brubacher ajudava a liderar os circuitos que os participantes faziam e a organizar todo o processo evitando que eles se perdessem pelo caminho. O mergulho nesse trabalho permitiu que ele aproveitasse muito do momento. “Acredito que o relacionamento interpessoal deu uma grande guinada e a realização  em participar de uma causa de grande relevância me recompensou muito em satisfação pessoal”, conta ele.

Experiência essa que potencializou a sua empregabilidade, com um grande leque de oportunidades e consolidando a imagem dele nas empresas que gostaria de trabalhar. Clarissa, consultora na Produtive, foi quem o acompanhou nessa fase. Ela destaca que o profissional conseguiu fortalecer diversos aspectos que estão intrinsicamente ligados às competências dele, entre elas: idioma, experimento como profissional, proatividade, relação multicultural e ampliação de networking no exterior – que também o ajudará caso queira trabalhar no Canadá no futuro.

Há menos de duas semanas de volta ao Brasil, Brubacher já recebeu diversos convites para trabalhos voluntários e está se organizando para que volte a cuidar dessa relação. “Foi uma experiência única e voltei muito feliz. Quero voltar a agregar esforços em causas que possuem grandes valores”, reforça ele.

 

 

O Sonho de Empreender

Para o jornal Zero Hora, Rafael Souto, CEO da Produtive, aborda a importância de um segundo plano para os profissionais que já se aposentaram, mas que ainda desejam produzir e gerar renda.

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O modelo tradicional do emprego para a vida toda faz parte do século passado. A visão contemporânea de carreira exige que os profissionais pensem em novas formas de produzir e gerar renda. A redução das estruturas formais nas empresas é um fenômeno que integra o cardápio da gestão moderna.

Além disso, estamos vivendo mais tempo e o emprego formal tem prazo de validade. Por mais que os contratantes façam um discurso politicamente correto, o emprego para pessoas com mais de 50 anos vai se tornando escasso. Longevidade maior e pressão sobre o emprego exigem novas reflexões sobre o trabalho.

Na construção dessas alternativas, muitos enxergam no empreendedorismo uma nova rota profissional. E aí, a vida muda. E não se trata apenas de ter ou não sucesso no negócio – embora isso seja certamente relevante –, mas sim de uma transformação do modelo mental.

A verdade é que não somos preparados para empreender. A maior parte dos profissionais que estão no mercado foram orientados por seus pais para estudar e ter um bom emprego. A mente é preparada para fazer parte de uma organização.

As angústias começam pela incerteza de renda. A ausência de um salário fixo gera desequilíbrio no planejamento financeiro de quem sempre foi acostumado com a previsibilidade de seus ganhos.

Outro problema é a perda da estrutura corporativa. No início, o dono de um pequeno negócio faz tudo na empresa: desde assinar os principais projetos até servir café ao cliente.

Salvo as exceções de empresas que começam com jeito de corporação, os negócios têm um início pequeno e sem requintes. Essa perda de status deixa em muita gente um gosto amargo e o pensamento de que deveria voltar a ter um crachá corporativo.

Um dos maiores erros dos empreendedores iniciantes é associar a abertura de um negócio a uma vida com mais liberdade. Livre é o funcionário, que pode pedir demissão e ir embora quando não estiver mais satisfeito no emprego. Empreender não tem nada a ver com liberdade ou com ter mais qualidade de vida. Ser o próprio chefe dá trabalho, exige tempo de dedicação e cria amarras que não são fáceis de soltar.

É louvável aceitar que o ciclo do emprego foi encerrado. Iniciar um negócio próprio pode ser um movimento inteligente de carreira. O equívoco é executar um projeto baseado em ilusões ou pressionado pela falta de opções. O empreendedor com chances de sucesso é aquele que acredita na sua ideia e desenvolve um negócio consistente. Empreender é um sonho possível, desde que seja realizado com planejamento e sem a fantasia da fuga do emprego.