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Se tudo é imprevisível, faça estas 2 coisas para gerir sua carreira no século 21

A previsibilidade da carreira acabou pela própria imprevisibilidade dos negócios. Plano de carreira com próximos passos definidos não é mais o jeito de se pensar a carreira. Rafael Souto, explica o que é exigido do profissional nessa nova configuração em vídeo publicado na Exame.com.

Você está no filtro? – Janeiro 2018

Foram entrevistados 9 mil recrutadores e gestores de RH de 39 países, entre eles o Brasil, que apontaram a forma como as empresas já estão mudando no processo de recrutamento. Os pontos mais comentados foram: novas técnicas de entrevistas utilizando tecnologias de inteligência artificial que ofereçam parâmetros de escolha que privilegiem a diversidade e o uso do Big Data para filtrar candidatos mais alinhados àquilo que a empresa precisa.

No levantamento, 78% dos recrutadores afirmaram que investir em diversidade é uma forma de aperfeiçoar a cultura e 62% acreditam que ela melhora o desempenho dos funcionários. O tema está dividido em alguns focos, como diversidade de gênero (71%), raça/ etnia (49%) e idade (48%). A questão da inclusão para promover um ambiente de respeito a opiniões diferentes também foi citada na entrevista em 67% dos casos.

Para Tatiana Penteado, gerente de mercado da Produtive, a questão é positiva, mas ainda está criando corpo e precisa de muita maturidade nos detalhes.

“Um dos pontos de atenção é em relação à mulher em cargos de gestão. Há muita resistência dos gestores por conta de a mulher ter filhos ou ser casada. Eles imaginam que a produção fora do horário de expediente será um impeditivo, quando, na verdade, o RH rebate dizendo que todos os funcionários precisam produzir dentro de seu expediente”, explica ela.

O que se observa, de acordo com a profissional, é que não existe um foco real em competências, e sim mais uma condição de cota que precisa ser cumprida. “Quanto maior o nível de gestão, menor a diversidade”.

A questão de incentivos na contratação (cota – como popularmente é chamado), na visão dela, não é algo negativo, pois sem isso não haveria o primeiro passo. No entanto, oferecer condições favoráveis e ambientes inclusivos para os contratados é algo extremamente prioritário.

Fato é, segundo Tatiana, que falta adequação de infraestrutura em diversas empresas para receber uma pessoa com deficiência física, por exemplo, como banheiro especial.

“Tudo deve ser tratado além do processo seletivo. Do contrário, a pessoa se sente desconfortável com a situação e a organização acaba tendo de lidar com outros problemas, como péssimo clima organizacional e alto índice de turn over”.

R&S DIGITAL

Dos entrevistados, 64% dos recrutadores afirmaram que usam Big Data “às vezes” e 79% que pretendem utilizar, em alguns casos, nos próximos dois anos.

Segundo Tatiana, isso já é utilizado em empresas no Brasil e o interessante de ferramentas com essa tecnologia é o cruzamento de dados. “É provável que muitos candidatos sequer foram ou serão chamados para entrevistas por causa dessa condição de análise de perfil profissional vs. perfil de vaga”.

Em relação ao uso de inteligência artificial, a profissional explica que hoje há diversas ferramentas comportamentais com infinidade de variações para aumentar o nível de assertividade na seleção. Existem algumas soluções que, além de otimizar o tempo do recrutador adiantando respostas que ele iria perguntar no momento da entrevista, oferece neutralidade e isonomia na escolha.

“A tendência realmente é tornar o processo mais online possível, como entrevista gravada utilizando um robô para aferir as competências técnicas do candidato. O cara a cara só será realizado após muitas avaliações”.

Não é à toa que o levantamento do Linkedin também revelou que 63% dos recrutadores afirmaram que os métodos tradicionais de entrevistas tendem a falhar e em identificar as “soft-skills”, 57% em entender as “fraquezas” dos candidatos e 42% que elas promovem entrevistas com vieses preconceituosos.

Aqui, no Brasil, são pouquíssimas empresas que fazem uma gestão de R&S quase toda digital. “Primeiro porque não há um super investimento nesse núcleo da empresa, principalmente em cenários de crise. E segundo que, quando fazem, é por meio de multinacionais que aplicam os processos em suas sedes e posteriormente nas filiais ao redor do mundo”, explica a gerente de mercado da Produtive.

NEWSLETTER CARREIRA EM DEBATE – JANEIRO 2017

A economia vem mostrando uma retomada lenta e com um pequeno aumento no volume de posições. É o que aponta estudo exclusivo conduzido pela Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, que mapeou a abertura de 4.132 oportunidades nos mercados do Sul e Sudeste em 2016. Esse número é 4,87% maior do que o observado em 2015.

“Ainda que a variação seja pequena, já aponta uma melhora do mercado em relação ao ano anterior, principalmente porque o aumento ocorreu no segundo semestre, sinalizando uma tendência para 2017. A economia lentamente melhorando, mas já mostrando sinais de recuperação”, analisa Rafael Souto, CEO da Produtive.

Ainda segundo o executivo, 2016 foi um ano marcado por substituições, com poucas novas posições relacionadas à expansão ou ampliação das empresas. “As oportunidades foram relacionadas principalmente à otimização e substituição de pessoas que não estavam com boa performance”, diz.

De acordo com o estudo da consultoria, a área de Tecnologia da Informação foi a que mais avançou na comparação 2015 X 2016, saltando de 4,6% para 7,4% do total de posições. As demais se mantiveram estáveis. “Esse leve aquecimento de TI tem a ver com a retomada dos investimentos na área de tecnologia. Ela teve praticamente dois anos (2014/2015) com pouquíssimo investimento e observamos em 2016 uma leve melhora no sentido de as empresas se modernizarem e, para isso, elas precisam de profissionais”, explica Souto.

Já as posições de Finanças, que viveram um bom momento nos anos anteriores, não cresceram tanto em 2016. “Isso mostra que aquele apetite que as empresas estavam em 2014 e 2015 para contratar profissionais da área para realizar reestruturações diminuiu. É claro que existe ainda um mercado bom para os profissionais de Finanças, mas a fase de ajustes e reestruturações já passou”, sentencia o CEO da Produtive.

Carreiras promissoras 2017

Rafael Souto foi um dos especialistas consultados por EXAME.com na matéria “65 carreiras promissoras para 2017”. Confira as tendências para este ano, segundo o CEO da Produtive:

Profissional de controladoria /Controller

O que faz: Responde pela apuração, consolidação, análise das informações financeiras de uma empresa, bem como sua comunicação à diretoria por meio de relatórios, com a finalidade de orientar a tomada de decisão sob essa perspectiva. É o principal gestor de indicadores do negócio.
Perfil: Graduação em ciências contábeis, administração ou economia e pós-graduação em finanças, administração ou controladoria. Ter uma base sólida em assuntos ligados ao universo contábil e fiscal é essencial, além de inglês fluente.
Por que está em alta: “Este profissional é fundamental porque faz a ponte entre elementos operacionais, táticos e estratégicos, apontando possíveis dificuldades ou oportunidades que possam aparecer nessas três esferas”, diz Alexandre Kalman, sócio da consultoria Hound. “Além disso, em momentos de crise muitas empresas preferem substituir diretores financeiros por controllers de nível sênior, de olho na redução de custos”. Para Rafael Souto, CEO da Produtive, o profissional é muito requisitado porque as companhias seguem a caminhada para o controle de orçamentos – uma tônica que começou há alguns anos e deve persistir ainda em 2017. A profissão também é vista como promissora para 2017 por Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals e Marcelo Braga, sócio da Reachr. Este último aponta para a necessidade profissionais de controladoria também nos níveis de analista sênior, coordenador e gerente.

Gestor de marketing

O que faz: Cuida do planejamento de marketing e comunicação da empresa, além de promover campanhas digitais, lançamento de produtos e ações para posicionamento da marca em geral.
Perfil: Formação em administração ou publicidade e propaganda. É imprescindível ter inglês fluente e domínio dos conceitos e ferramentas de marketing digital.
Por que está em alta: Após um longo período de crise, com cortes de custos e redução dos investimentos, as empresas retomaram os planos e estão se preparando para uma fase de reaquecimento econômico, diz Rafael Souto, CEO da Produtive. Com isso, deverá haver mais recursos para o marketing — o que aponta para o ressurgimento do profissional da área na lista de prioridades das companhias, após um “sumiço” de mais de dois anos. Kamila Soares, da People Oriented, também indica esta carreira como promissora.

Gestor de projetos em TI

O que faz: Coordena equipes de desenvolvimento na área de tecnologia. Seu papel é compreender as necessidades do cliente, desenvolver um cronograma para o projeto, controlar o orçamento e garantir a qualidade das entregas técnicas.
Perfil: Formação acadêmica na área de tecnologia, com conhecimentos e experiências em big data, internet das coisas e gestão de projetos.
Por que está em alta: De acordo com Souto, a gestão de projetos em TI se tornou mais estratégica para o mercado nos últimos anos. “As empresas precisam de soluções tecnológicas cada vez mais complexas, que envolvam big data e people analytics, por exemplo, para dar sustentação aos diversos departamentos do negócio”, explica.