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É melhor fazer cursos acadêmicos formais ou de curta duração em escolas de negócios?

Alguma vez você já teve dúvidas sobre decidir entre um curso acadêmico ou de curta duração? No vídeo desta semana para a Exame, Rafael Souto, CEO da Produtive, esclarece pontos importantes sobre a formação e qualificação profissional. Em tempos de aprendizado constante, é preciso saber combinar a formação sólida com cursos de curta duração.

 

 

Tecnologia ameaça postos de trabalho

Em reportagem para o Jornal do Comércio, Sabrina Malinoski, consultora de carreira da Produtive, fala sobre o temor de robotização no mercado de trabalho e oferece dicas de como o profissional precisa se movimentar para não se tornar obsoleto e desnecessário.
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As mudanças provocadas pela tecnologia no mercado de trabalho devem trazer um impacto, sobretudo no setor de serviços e de mão de obra braçal, no qual boa parte das vagas é ocupada por pessoas com baixa renda. Ao andar por shoppings, restaurantes e até mesmo no transporte público, por exemplo, é possível ver cadeiras vazias, antes ocupadas por trabalhadores e agora substituídas por máquinas.

A tendência se estende para setores como a indústria. Uma pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostrou que 62% dos brasileiros empregados no setor  temem perder seus postos para robôs dentro de 10 anos. No entanto, a maioria deles tem a convicção que retornarão ao mercado de trabalho, se as previsões otimistas se confirmarem.

Por isso, a consultora de carreira da Produtive, Sabrina Malinoski, afirma que o trabalhador precisa cada vez mais ser protagonista em sua vida profissional, buscar conhecimento, ter pró-atividade e estar constantemente atualizado com as práticas da profissão. Menos cética em relação ao futuro tecnológico, a consultora vê a educação como parceira do ser humano. “Advogados e contadores, por exemplo, lidam com uma carga de informação gigantesca. Um software é capaz de absorver o trabalho pesado deles em consultas e tomadas de decisão”, avalia Sabrina.

Referente ao setor terciário, como comércio e serviços, ela avalia como essencial a busca pelo estudo, com cursos e formação profissional para que o trabalhador não dependa exclusivamente de uma única ocupação durante toda a vida. “Há muito tempo, vivíamos e morríamos sendo profissional de uma área específica. Hoje, é comum seguirmos várias carreiras”, explica Sabrina. Acostumada a assessorar executivos, ela percebe em seus clientes uma busca cada vez maior por outras ocupações para ampliar os horizontes. Torna-se empreendedor ou seguir como docente são algumas das opções escolhidas.

Acima de tudo, Sabrina vê nas empresas a busca por um perfil de profissional mais “generalista”, ou seja, capaz de operar em mais de um campo com excelência. Ela também ressalta que o surgimento de novas profissões a partir da tecnologia deve ser considerado pelos estudantes ao ingressarem na faculdade, sob uma condição. “É preciso se perguntar: eu gosto disso? Terei prazer em trabalhar com o assunto por vários anos? Não adianta escolher uma profissão tendência nos próximos anos e não se identificar”, afirma a consultora.