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13 cargos quentes em vendas e marketing com salários de até R$ 25 mil

Levantamento exclusivo da Exame.com contou com as participações de Fernando De Vincenzo e Tatiana Lemke, ambos heads da área de Mercado da Produtive, e de outras empresas da área de Recursos Humanos, que mostram as tendências do mercado de trabalho nas áreas de vendas e marketing.

O mercado vive um momento de expectativa. Após um longo período de recessão no Brasil, as empresas esperam um sinal de crescimento da economia em 2019 para voltar a investir e expandir seus negócios.

De acordo com Gabriel Santos, gerente sênior da divisão de Vendas & Marketing e Serviços Financeiros da Talenses, isso deve refletir dentro do mercado de trabalho nas áreas de Vendas e Marketing.

Para se recuperar dos anos de atraso, as empresas vão procurar melhorar o desempenho das vendas, com foco no consumidor e em tomadas de decisão utilizando dados. Por isso, há uma maior destaque neste ano para os especialistas em inteligência de mercado e experiência do cliente.

Segundo Santos, por essas razões, vão se destacar profissionais que tenham maior entendimento sobre os negócios da empresa, não importa sua formação principal, e que consigam adaptar os produtos a cada parceiro e ter um visão das necessidades dos clientes.

Para entender melhor as tendências do mercado para Marketing e Vendas, EXAME fez uma pesquisa entre empresas e consultorias sobre os profissionais e cargos mais requisitados nos próximos 12 meses. Confira:

Gerente de Marketing Digital

O que faz: gerencia e acompanha performance em Google Adwords e Analytics, desenvolve SEO e campanhas de e-mail marketing e ações digitais, a fim de gerar leads qualificados para conversão em vendas e fortalecimento da marca

Perfil: formação em administração de empresas, marketing, publicidade e propaganda, entre outros cursos relacionados. A maioria das empresas exige pós-graduação ou MBA focado no digital. As empresas procuram pessoas pró-ativas, com boa comunicação e inglês avançado

Salário médio: entre 16 mil e 20 mil reais

Por que está em alta: as empresas atuam cada vez mais no meio digital para trabalhar branding, produtos e serviços

Gerente de Marketing Branding

O que faz: Sua função é elaborar a estratégia da marca, incluindo a definição de estilos, visão e valores propostos da marca para o mercado – a curto e longo prazo.Também ajuda na execução da comunicação, branding dos produtos e atividades publicitárias em todos os canais.

Perfil: com graduação em administração, economia ou engenharia, publicidade e marketing. Um gerente de branding precisa ter fortes habilidades de comunicação, inglês fluente, manter excelente relacionamento com os colegas e contatos externos, ter uma atitude proativa, ser analítico e ambicioso

Salário médio: cerca de 20 mil reais

Por que está em alta: hoje a concorrência está muito alta, levando as empresas apresentarem seu produto e sua marca associando valores importantes para o consumidor, mantendo a integridade da marca através de todas as atividades de marketing e de comunicação da empresa

Gerente de Vendas (Hunter)

O que faz: são profissionais que atuam na área de vendas em mercados digitais, seja e-commerce, market place ou empresas tradicionais que tenham também uma área digital. Eles procuram abertura de novos canais de vendas

Perfil: une atributos como a habilidade de negociação (vivência no mercado de vendas) e habilidade analítica, ou seja, inteligência do mercado de vendas. Segundo a Stato, a vaga exige um perfil mais “agressivo” de vendas.

Salário médio: entre 8 mil e 15 mil reais

Por que está em alta: a área está em alta justamente porque torna a área de vendas cada vez mais inteligente e, assim, garante resultados mais positivos. Empresas que precisam ser competitivas e procuram expandir os negócios devem contar com esses profissionais

Gerente de Desenvolvimento de Negócios

O que faz: esse profissional é responsável por definir a política e estratégia de execução junto a liderança da companhia com foco em buscar novas frentes de negócio, desenvolver contas estratégicas e gerar oportunidades ainda não trabalhadas

Perfil: é “multitarefas” e com perfil consultivo, capaz de desenhar planos de ação a serem executados em campo, além de capacidade analítica de acompanhar todos indicadores de performance. Competências comportamentais são fundamentais para esta posição, assim como persuasão, resiliência e boa comunicação

Salário médio: entre 12 mil e 18 mil reais

Por que está em alta: a área é destaque em momentos de retomada e crescimento, com novo foco em aumentar participação de mercado e consequentemente faturamento. O setor de Serviços e Indústria vem demandando este perfil com mais frequência

Coordenador de Vendas Regional

O que faz: coordena as atividades de vendas, orienta vendedores e representantes e analisa performance da equipe, visando o cumprimento de metas

Perfil: são profissionais com forte vivência em vendas e gestão de equipe de vendas.

Salário médio: entre 10 mil e 12 mil reais

Por que está em alta: o mercado de trabalho está aquecendo aos poucos e as empresas estão expandido seus negócios. Para isso é necessário um profissional que tenha a capacidade de gerir uma equipe de forma eficaz e com forte habilidade comercial

Gerente Comercial

O que faz: cuida da estratégia de negócio, planejamento e desenvolvimento de produtos

Perfil: precisa ter experiência em expansão de negócios, liderança de pessoas e inglês fluente

Salário médio: cerca de 20 mil reais

Por que está em alta: mercado está retomando crescimento e a demanda para área comercial aumenta

Gerente Comercial (canal indireto)

O que faz: é responsável por qualificar e gerir o relacionamento, margem e volume de vendas indiretas para distribuidores ou revendas

Perfil: é necessário ter senioridade para entender o modelo de negócio do canal e propor uma solução “ganha-ganha”. Habilidade de influência, boa capacidade analítica, negociação e conciliação

Salário médio: entre 15 mil e 25 mil reais (com direito a bônus e comissões)

Por que está em alta: o modelo de vendas indiretas permite maior capilaridade e penetração em diferentes clientes/regiões. É um modelo com custos fixos menores e que cria um ecossistema de vendas positivo. Essa posição vem crescendo nos mercados de tecnologia e bens de consumo

Analista de Marketing e Comunicação Digital

O que faz: é o profissional que vai efetivamente se comunicar junto com o público nas mídias sociais para comunicar o que a empresa considera estratégico

Perfil: é preciso ter conhecimento técnico sobre todas as métricas e assuntos relacionados ao tema, estar atento às constantes atualizações das redes sociais, conhecer bem o público de cada empresa ou cliente. Em termos de habilidades comportamentais, é preciso que esse profissional saiba cumprir prazos e tenha agilidade

Salário médio: entre 3 mil e 7 mil reais

Por que está em alta: cada vez mais, as empresas estão buscando interagir com o público nas redes

Gerente de Inteligência de Mercado

O que faz: esse profissional fica abaixo do guarda-chuva de pesquisa e mapeamento de mercado, de produto e de suporte para área comercial que oferece indicadores de respostas de mercado

Perfil: formação, normalmente, em marketing ou administração. Para esta posição, as empresas estão abertas para formação em engenharia também

Salário médio: entre 18 mil e 23 mil reais

Por que está em alta: como as empresas precisam resgatar o que foi perdido nos anos de economia em recessão, ter a estratégia mais alinhada com indicadores reais trarão um crescimento mais rápido

Especialista em Experiência do Cliente

O que faz: pode ficar junto com a área de Marketing e de Inteligência de Mercado ou pode ser uma cadeira específica, como há na Oracle e IBM. O profissional deve atuar na relação entre marca e cliente, viabilizando processos que facilitem essa experiência

Perfil: a formação, normalmente, é em marketing ou administração, com especialização específica em gestão de processos e projetos

Salário médio: entre 18 mil e 23 mil reais

Por que está em alta: as startups trouxeram grandes ensinamentos para o mercado corporativo tradicional. A visão de experiência com o cliente e tendências de relacionamento com o consumidor passam a ser incorporadas nos processos para atrair e fidelizar consumidores

A importância do legado

Nos períodos de recessão, a necessidade de recolocação faz com que muitos profissionais sejam obrigados a aceitar posições inferiores. E, assim que a economia melhora, a decisão de trocar de emprego tem um impacto, mas com um preço a pagar. Veja a reflexão de Rafael Souto sobre o assunto no artigo que fez para a nova edição da Você S/A.

Nossa oscilante economia nos ensinou a sermos malabaristas na gestão das nossas vidas.

Entre crises e períodos de crescimento seguimos sobrevivendo. Olhando rapidamente para o passado, em poucos anos, enfrentamos tormentas de desemprego e períodos de exuberância econômica com intensa oferta de trabalho.

A habilidade de lidar com essas oscilações transformou o profissional brasileiro num guerreiro global. Fato é que várias empresas ao redor do mundo reconhecem nossa capacidade de adaptação e improviso. Não à toa, os muitos anos de experiência lidando com o caos, gera musculatura e repertório para gerenciar essas mudanças.

No entanto, esse caldo de instabilidade gera alguns efeitos nocivos na condução da carreira. Nos períodos de crise, a necessidade de recolocação faz com que muitos profissionais sejam obrigados a aceitar posições inferiores. A redução de salários gera desconforto e impacta na decisão de troca de trabalho assim que a economia melhora.

Por outro lado, os períodos de crescimento intenso mostram um déficit de pessoas qualificadas e obriga com que as empresas contratem com muita voracidade, gerando ofertas irresistíveis e movimentos de carreira impensados.

Foi esse movimento que aconteceu em 2012, quando a economia se recuperou da crise global entre 2008 e 2009 e causou expansão em oportunidades de trabalho jamais vista.

Chegamos a crescer 7,5% e isso gerou um exército de profissionais que ficavam especulando oportunidades e trocando de trabalho a cada seis meses.

Nesse pêndulo dramático de crises e crescimento, não podemos esquecer da construção dos ciclos consistentes na carreira. Um profissional é avaliado pela história que constrói. Os resultados que deixa nas empresas que passou. O legado que vai se formando é o ativo de carreira que forma a marca profissional.

As trocas frenéticas de emprego movidas pelas oportunidades que surgem podem transformar a carreira numa lista de trabalhos sem conclusão.

O mercado é cruel e não deixará de avaliar de forma negativa o currículo sem consistência. A regra dos ciclos consistentes vale para todos, do estagiário ao presidente. É necessário ter projetos com início e conclusão para formar uma carreira de valor.

Se você ficar sempre pensando no próximo emprego, se tornará um especialista em explicar porque trocou de trabalho ao invés de mostrar as suas realizações.

Esta escolha pode surgir amanhã, mas antes de mudar, reflita sobre seu legado e o ciclo que está na empresa. Investigue a cultura e o novo projeto com profundidade. Boas explicações sobre trocas de emprego não sustentam uma carreira, mas sim o trabalho que foi construído em cada empresa.

Estas carreiras ignoram desemprego, oferecem vagas e pagam até R$ 20 mil

Reportagem do UOL mostra as áreas mais promissoras do mercado de trabalho. Quem fala sobre o tema é o gerente de mercado da Produtive, Fernando De Vincenzo.

Em tempos de alto índice de desemprego, falar sobre boas vagas é, no mínimo, surpreendente. Mas elas existem, e as empresas dizem até ter dificuldade para preenchê-las. Segundo especialistas, áreas como tecnologia, venda e marketing, office support, técnica e financeira se mostram especialmente promissoras.

Para conseguir uma colocação, independentemente da formação, o candidato precisa investir na atualização constante, aconselham.

Na agroindústria, os produtores já usam drones para fiscalizar plantações, além de colheitadeiras com tecnologia embarcada, capazes de acompanhar a meteorologia.

O UOL convidou Fernando De Vincenzo, gerente de mercado da consultoria Produtive, e também o headhunter Renato Trindade, gerente da empresa de recrutamento Page Personnel para apontarem os cargos mais procurados no mercado atualmente.

Tecnologia

Cientista de dados – Esse profissional vai lidar com informação, big data e, especialmente, ter um olhar analítico sobre esse universo de dados. É uma profissão bem posicionada, inclusive internacionalmente. Remuneração: de R$ 8.000 a R$ 14 mil.

Segurança cibernética – Além das inúmeras transações financeiras efetuadas virtualmente e, principalmente com criptomoedas, a segurança será cada vez mais imprescindível e, segundo Trindade, faltam profissionais para lidar com isso. Há possibilidade de desenvolver carreira internacional. Remuneração: de R$ 12 mil a R$ 20 mil.

Vendas e marketing

Sales e marketing – São postos de inteligência comercial e de mercado. “Esqueça o profissional de vendas que existiu até ontem. Daqui para frente, as empresas buscarão pessoas capazes de fazer análises profundas do mercado”, disse Trindade. Elas precisarão conhecer produtos, estratégias e a regulamentação; antecipar oportunidades, fazer análise de números, conhecer e acompanhar a movimentação de mercado em que atuam tanto nacional quanto globalmente. Remuneração: de R$ 4.000 a R$ 10 mil.

Office support

Assistente ou assessor(a) executivo(a) – Aquela secretária clássica, que controlava a agenda de compromissos do chefe, providenciava assinaturas e organizava o fluxo do escritório, dá lugar a este novo profissional. Seu papel é assessorar o executivo na tomada de decisões e desenhar a pauta da agenda. Deixa de ser o profissional operacional e torna-se estratégico. Remuneração: de R$ 8.000 a R$ 14 mil.

Área técnica

Engenharia de segurança – Cresceu no mercado mundial –e por aqui não será diferente– a busca por profissionais especialistas em incêndios, desastres, acidentes e pânico. “As empresas olham para esse aspecto com especial atenção. Mas o conhecimento básico não será suficiente. Ele deverá se atualizar constantemente sobre novas possibilidades e riscos”, disse Trindade. Remuneração: de R$ 9.000 a R$ 15 mil.

Finanças e tributos

Finanças digitais – O tradicional consultor do mercado financeiro e de tributação não tem a rapidez e o conhecimento para atender às novas exigências, afirmou Trindade. A tecnologia impactou esse mercado, que introduz rapidamente inteligência artificial e recursos de computação para resolver questões. Tanto é que cresce o número de fintechs, disse. O mercado busca profissionais conectados às novas tecnologias. Remuneração: de R$ 10 mil a R$ 16 mil.

Perfil mais generalista, menos especialista

Para Fernando De Vincenzo, nas áreas estratégicas a partir do posto gerencial, os profissionais buscados pelo mercado serão mais generalistas, e não mais especialistas. Um diretor precisará conhecer e entender da área jurídica, de gestão de pessoas, de TI, do setor financeiro. Na prática, se antes havia oito diretores na empresa, agora serão cinco com valor agregado, disse ele.

Na indústria, o operário do chão de fábrica precisará fazer a leitura geral dos processos e entender como eles acontecem. O movimento da indústria 4.0, em que as máquinas e os equipamentosestão conectados, assim como todos os processos, exigirá profissionais que conheçam a tecnologia para se recolocar no mercado e deixar de atuar com o operacional repetitivo.