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Como o resultado da eleição pode influenciar o mercado de trabalho?

Vagas ligadas a novos investimentos e a projetos novos estão em compasso de espera da definição do cenário político de 2019, diz o presidente da consultoria Produtive, Rafael Souto. Quem busca emprego deve estar preparado para lidar para diferentes cenários, porque a agenda política e econômica vai ditar o ritmo do mercado de trabalho em 2019. Confira a opinião do especialista, em mais um dos vídeos de carreira.

 

 

Cansei das redes sociais; sair de vez pode ser ruim para minha carreira?

Se você não é adepto às redes sociais, veja quais podem realmente fazer falta para a sua carreira. Quem fala sobre o assunto é consultor sênior de carreira da Produtive, Francis Nakada, para a reportagem da UOL.

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Você está cansado da polarização nas redes sociais e pensa até em deletar as suas contas, mas tem medo de que isso atrapalhe a sua carreira? É uma dúvida comum entre profissionais.

Segundo especialistas em carreiras, depende das redes que você quer abandonar. Algumas podem realmente fazer falta, mas outras não.

Sair de redes com perfil mais pessoal, como Facebook, por exemplo, não vai fazer a diferença na hora da sua contratação. O mais importante, segundo os profissionais da área de recursos humanos, é estar presente nas redes profissionais, como o LinkedIn, que é usado como ponto de partida por recrutadores em diferentes mercados profissionais.

Recrutador olha Facebook, mas não descarta quem não tem

Embora recrutadores gostem de conferir os perfis dos candidatos nas redes sociais para conhecê-los melhor, não estar presente no Facebook não vai ser um ponto negativo.

Para o gerente de negócios da Robert Half, Leonardo Berto, sair do Facebook ou do Instagram não vai causar um impacto direto na carreira, pois se trata de uma escolha pessoal. “A pessoa pode cancelar a conta ou até deixar em um modo privado e isso terá pouca relevância porque é a escolha particular de cada um”, afirmou.

Falta de exposição pode dificultar o emprego

Quem não está presente nesta rede ou quem não mantém o seu perfil completo e atualizado pode sair perdendo em uma tentativa de transição de carreira, de acordo com o executivo da Robert Half. “É como ser um produto de consumo que não está na mídia”.

Também há riscos de se expor demais

Sair do Facebook pode não ser um problema, mas a falta de cuidado com seu perfil nessa rede social pode ser prejudicial, segundo os especialistas. Excesso de postagens, fotos em situações inadequadas e declarações preconceituosas são alguns dos comportamentos a serem evitados. Falar mal da empresa em que trabalha ou de um emprego antigo também é negativo para a carreira.

Francis Nakada, consultor sênior de carreira da Produtive, disse recomendar que as pessoas fiquem mais atentas à agenda positiva dentro das redes sociais, evitando replicar conteúdos e notícias pesadas.

“Sugiro que as pessoas se posicionem de maneira construtiva, colocando-se como alguém interessante, e nunca como interesseiro. Notícias pesadas já existem aos montes”, afirmou. Na sua visão, as redes sociais podem trazer oportunidades, desde que sejam exploradas de forma criteriosa.

Publicações podem ser visíveis só para amigos

Para quem gostaria de ficar nas redes pessoais, mas tem receio de se expor demais, os profissionais de RH recomendam a alteração das configurações de privacidade dos perfis nas redes sociais, deixando as publicações e fotografias visíveis apenas para amigos.

Para os indecisos, existe ainda a possibilidade de desativar o perfil de forma temporária, sabendo que ele será restaurado quando o usuário decidir voltar. Dessa forma, é possível testar como fica a vida fora das redes sociais antes de tomar uma decisão definitiva.

 

Desempregado depois dos 40? Veja dicas para quem enfrenta essa situação

Para as pessoas da meia idade que estão em busca de recolocação no mercado de trabalho, o desafio ainda é um pouco maior, pois têm de enfrentar o preconceito com a faixa etária. Na reportagem do UOL, nosso CEO, Rafael Souto, fala sobre como superar as dificuldades da recolocação depois dos 40 anos. Veja as dicas.


A atual situação do país tornou difícil a recolocação no mercado de trabalho – não por acaso, as taxas de desemprego seguem subindo. Mas, para o pessoal da meia idade, o desafio ainda é um pouco maior: enfrentar o preconceito com a faixa etária. “Isso pode estar ancorado em um modelo ultrapassado dos contratantes. A partir dos 40 anos de idade, não estar em posições de alta gestão pode indicar dificuldade de recolocação”, explica Rafael Souto, sócio-fundador e CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado.

Ele acredita que, apesar do problema existir, é possível superá-lo. “O profissional deve insistir em sua rede de contatos e, na entrevista, mostrar interesse e foco”, sugere.

A coach e consultora em RH Bernadete Pupo, autora do livro “Empregabilidade Acima dos 40 Anos” (Expressão e Arte), afirma que a discriminação etária não é uma constante. “O mercado de trabalho vem sofrendo muitas alterações nos últimos dez anos. Há uma nova dinâmica para a mudança de cultura, ainda que lenta”. Ela acredita que a questão da longevidade começa a ganhar notoriedade. Por isso, é importante manter-se informado e buscar especializações para continuar competindo de forma igual. “Quem fica parado, sem se adaptar às novas tecnologias pode encontrar dificuldades em qualquer idade”, defende.

Ela alerta que é essencial ter consciência de sua atuação e buscar oportunidades que se encaixam nela. “Uma pessoa com experiência e qualificação disputando uma vaga que exige agilidade, movimentação, como demonstração de produtos pesados, por exemplo, irá perder a oportunidade para o mais jovem”, exemplifica. Mas refletir conscientemente sobre a carreira faz com que o profissional mais experiente perceba que saiu do jogo apenas temporariamente e que, por meio da criatividade ou de novos aprendizados, pode reconquistar o seu espaço.

O que é currículo cego?

“Estou desempregada há seis anos, envio muitos currículos e nunca sou chamada para entrevista. Tenho qualificação para a função pretendida, mas acredito que a idade é um empecilho”, confirma Eliane Fernandes, 48 anos, telefonista. Ela diz que seu cargo ficou obsoleto, mas tem experiência em secretaria de unidades de ensino. Mesmo assim, não consegue nada. “Talvez, fosse melhor não indicar a idade no currículo”, afirma.

Realmente existe a proposta de implementar no Brasil o ‘currículo cego’. “O conceito surgiu na Europa e é muito praticado por lá. Empresas acima de 50 colaboradores são obrigadas excluir dados pessoais do candidato como idade, gênero, raça, cor e religião. “É só uma questão de tempo para que as organizações no Brasil se conscientizem sobre a importância da igualdade”, garante.

Dicas para enfrentar o preconceito

  1. Ajuste-se às mudanças nas relações de trabalho, aceitando-as como uma nova realidade, preparando-se para trabalhar com ou sem carteira assinada.
  2. Valorize-se! Procure não distribuir seu currículo aleatoriamente. Esse é um dos fatores que rotula o candidato como mercadoria sem valor, e não como alguém produtivo, capaz e merecedor.
  3. Pesquise empresas do segmento que lhe interessa. Sua chance de conseguir uma recolocação será muito maior.
  4. Procure fazer cursos de complementação profissional fora da área de atuação. Utilize a Internet: existem vários cursos oferecidos gratuitamente, que servirão para enriquecer seus conhecimentos e habilidades.
  5. Prepare-se para enquadrar-se financeiramente numa faixa salarial menor. Reveja e ajuste seus compromissos. Dependendo do tempo que permaneceu na empresa anterior, o salário pode sofrer deflação.