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Home office: desafios de trabalhar em casa e dicas para ser produtivo

Nem todo mundo se adapta trabalhando em home office. Para que tem esta opção, mas está com dificuldades em fazer a própria gestão no ambiente familiar, veja as dicas do gerente da área de Mercado da Produtive, Fernando De Vincenzo, que foi entrevistado pelo UOL.


Testar a capacidade de autogestão é só o começo. Trabalhando de casa, pode ser bem complicado avaliar a própria performance, sem contar com feedbacks presenciais constantes, por exemplo. A seguir, quem já atua nesse modelo conta o que provoca insegurança e até infelicidade no dia a dia de trabalho. Eles garantem que a comodidade nem sempre compensa os riscos para a carreira. Na sequência, especialistas contam o que é preciso fazer para minimizar as chances de ficar estagnado ou de comprometer os resultados estabelecidos pela empresa.

Falta de visão estratégica

Trabalhando de casa, um dos desafios é manter uma visão geral do negócio, entender o que está rolando na empresa naquele momento para, a partir de dados objetivos, orientar as próprias tarefas e balizar o próprio desempenho, sem a necessidade de um chefe presente para fazer isso. A arquiteta Lilian F. Malta, 34 anos, conta que até tentou, mas não deu conta desse nível de responsabilidade: “Sempre achei que poderia tocar o barco “Sempre achei que poderia tocar o barco sozinha, sem um chefe presente, mas vi que quando as decisões estavam nas minhas mãos, me perdia por completo”. Ela sentiu falta de alguém direcionando e cobrando suas ações e, sem um norte, diminuiu muito a produtividade.

Dica do especialista: “Ao aceitar esse tipo de trabalho, o funcionário precisará pensar como um protagonista, tanto de resultado, quanto de performance, com autonomia e responsabilidade”, avisa Fernando De Vincenzo, gerente da área de Mercado da Produtive Carreira e Conexões. Assim, traçar seus próprios planos e metas, diariamente, é fundamental. Se necessário, vale alinhar com um superior as prioridades de atuação em um determinado período. Mas é interessante que a iniciativa de discutir seja sua.

Pouca troca

Não ter contato com pessoas com quem possa trocar ideias sobre o trabalho que está em andamento também pode ser um empecilho e tanto. “Não é que você não possa fazer isso usando a tecnologia, mas o feedback presencial parece mais rápido”, explica a gerente financeira Adriana Matos Medardoni Henriques, 49 anos, que está há dez meses em home office e confessa que ainda não se adaptou a trabalhar longe da equipe.

Dica do especialista: na realidade, mesmo em casa, é possível trocar ideias, referências e pedir feedback regularmente, é só uma questão de mudar a cabeça. Afinal, trocar arquivos e mensagens pelo WhatsApp leva só alguns segundos. Dar bom dia para a geral e perguntar como foi a noite anterior aos colegas mais próximos também é uma maneira de se manter integrado. Mas, além desse feed informal, é preciso combinar com a chefia alguns momentos para um retorno mais objetivo, em relação às suas entregas. “É preciso ter muito claro o combinado que a empresa estabeleceu e cuidar para que seja cumprido: seja conversar diariamente ou a cada dez dias”, diz De Vincenzo. Participar de reuniões e eventos presenciais, sempre que possível, também ajuda a manter o vínculo.

Baixo reconhecimento

Em home, a necessidade de mostrar resultado, para obter o reconhecimento esperado, pode se tornar uma verdadeira obsessão. Heloísa Kehrig, 46 anos, está há um mês no home office atuando como consultora e treinamento, vinculada a uma empresa de Brasília. Ela acha que, por estar distante, fica mais fácil passar batida pelo olhar da gestão. “Eu sempre fico com a sensação de que as pessoas pensam que não estou trabalhando e, para compensar, mando e-mails e mensagens frequentes”, afirma.

Dica de especialista: segundo De Vincenzo, não é preciso informar à chefia ou a equipe cada passo dado, na rotina do trabalho. Mas, ao final de cada tarefa, ou a cada entrega realizada, é preciso que toda a equipe envolvida seja notificada, inclusive o gestor. “Faça o seu trabalho corretamente e apresente resultado. Essa é a melhor forma de aparecer para o seu chefe”, garante.

Intervenções constantes

Quando a função exige contato frequente com clientes, a falta de um lugar adequado para atendê-los pode acabar arranhando a imagem do profissional. Essa é outra reclamação da Heloísa. “Se a gente usa uma área compartilhada para trabalhar fica bem complicado controlar os barulhos externos”, diz. Mesmo em um cômodo isolado e equipado, nem sempre é possível evitar uma interrupção súbita ou a passagem do som de outro ambiente, como o da máquina de lavar na área de serviço, por exemplo.

Pouco tempo livre

Pode parecer contraditório, mas a flexibilidade de horário também pode ser considerada uma desvantagem, porque toda hora é hora de trabalhar. Ou de aproveitar o lazer. A armadilha é não organizar o próprio tempo e não estabelecer limites entre uma coisa e outra. “Comecei a carregar meu notebook para todos os lados, sempre temendo que uma demanda urgente pudesse aparecer a qualquer momento. Recebia mensagens até de madrugada”, lembra Rafael Deusdará, 35 anos, publicitário.

Dica do especialista: para Dilma, é importante estabelecer horários não apenas para a produção intelectual, mas também para ligações, leitura de e-mails e de WhatsApp e, inclusive, deixar isso combinado com o gestor. Daí, ambas as partes precisam se comprometer com o que foi estabelecido e impor limites aos excessos. Vitor Mattoso, especialista em Liderança, Criatividade, Estratégia e Negócios, formado em Direito pela Faculdade Gama Filho (RJ), diz que é preciso fazer também alguns acordos consigo mesmo. “Não misture vida pessoal e trabalho. Estabeleça a regra de só se sentar na cadeira operativa do escritório para cuidar de assuntos profissionais, por exemplo”. Esses hábitos criados e mantidos ao longo do tempo vão ajudá-lo a manter o foco quando o momento é de se dedicar à carreira e a abrir a cabeça para as outras atividades quando o expediente já tiver acabado.

Você tem perfil para fazer home office?

O CEO da Produtive, Rafael Souto, fala sobre os perfis que desempenham melhor papel no modelo home office para o app da Você S/A.

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As vantagens do home office são inegáveis – fazer o próprio horário, fugir do trânsito, não se preocupar com o visual e até realizar tarefas da casa (como colocar a roupa na máquina de lavar) entre uma pausa e outra. Mas, apesar do lado positivo, trabalhar de casa também tem suas armadilhas.

A principal delas é evitar as distrações do lar, como aquele desejo incontrolável de dar uma zapeada na TV ou então tirar de uma soneca.

Outra desvantagem é perder a convivência diária com o time, que pode ser bastante enriquecedora. “Tem gente que relata solidão longe do escritório”, afirma Rafael Souto, CEO da Produtive, consultoria de carreira e outplacement.

De acordo com ele, algumas áreas e atividades dependem mais de interação entre os profissionais do que outras. Por isso, é essencial observar a natureza do ofício antes de definir o tipo de home office que será adotado – quando o compartilhamento e a troca de informações são importantes, o ideal é estabelecer uma rotina híbrida, combinando dias de home office e dias de trabalho na empresa.

Apesar dos desafios, quem nunca fez home office deve estar aberto à experiência. Afinal, como ressaltam os especialistas, mais cedo ou mais tarde essa realidade pode bater à porta.

Para que a experiência dê certo, no entanto, deve-se tomar alguns cuidados. O primeiro deles é ter um espaço reservado para o trabalho – com boa iluminação e um certo isolamento do restante da casa. O quarto é melhor que a sala, sobretudo se houver mais pessoas na casa.

O segundo é fazer um planejamento diário e estabelecer uma rotina de horários, inclusive para almoço: quem interrompe as atividades a todo momento para fazer uma visitinha à geladeira tende a perder o foco e a produtividade, por exemplo.

“Se pecar na organização e na disciplina e misturar a rotina pessoal com a profissional, a pessoa fatalmente vai trabalhar até tarde para cumprir as metas, prejudicando a saúde”, diz Souto.

O que escolher: MBA ou Mestrado?

A consultora de carreira sênior da Produtive, Marcia Oliveira, participa de reportagem para a RádioWeb sobre as diferenças entre MBA e Mestrado e o que é mais viável para os profissionais. “O MBA acaba sendo uma especialização sob medida para os executivos, pois ele amplia networking, gera visibilidade em outras organizações, e oferece uma interlocução estratégica que é o ideal para esses profissionais”, afirma em entrevista.

Veja também como o mestrado impacta na sua carreira. Ouça a entrevista na íntegra aqui

Problemas? Adoro!

O consultor de carreira sênior da Produtive, Francis Nakada, participa de reportagem sobre a gestão de problemas, publicada na  revista Supermercado Moderno.

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Saiba porque gostar de problemas é bom para seu negócio

Qual seria sua reação se alguém dissesse que você precisa gostar de problemas? Acharia, no mínimo, estranho. Não é para menos. A maioria das pessoas ainda se sente insegura diante deles. O que poucos entendem é que os problemas podem impulsionar o sucesso de profissionais e de empresas. Uma das pessoas que defendem essa linha de pensamento é o escritor e palestrante Roberto Shinyashiki. Afinal, enfrentar um problema pode levar as equipes a sair da caixa e buscar soluções inovadoras. Mas, para isso, é preciso garantir um ambiente de trabalho favorável, em que seja possível errar sem constrangimento. Quando isso não existe, ocorre justamente o oposto. Nesses casos, a primeira atitude diante de um problema é fugir, como explica Francis Nakada, consultor sênior da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado. Depois, o profissional tenta passá-lo adiante e, na sequência, vem a procrastinação de quem está com a batata quente nas mãos. Boa parte desse comportamento se explica por questões culturais. “A palavra problema já vem carregada de sentido negativo. Junto vem o medo de errar, de se frustrar e de não saber como agir”, explica Maria Amália Forte Banzato, especialista em Psicologia Social e fundadora e diretora do Espaço Ser e Integrar.

De cara com o problema

A postura diante do problema separa o empresário de sucesso dos demais. O consultor Francis Nakada acredita que problema não é um bicho de sete cabeças. Ele chama atenção para o fato de que, em muitas empresas, eles são institucionalizados.

Aquela velha história de que sempre foi assim é fruto da acomodação de toda a estrutura. Quando isso acontece, nenhuma inovação surge. “Os processos criativos geralmente acabam sendo gerados após um desconforto”, explica Nakada.

Acompanhar o desenvolvimento do funcionário e da empresa, promovendo uma evolução constante de ambos, ajuda a mudar a forma de encarar os problemas. “Eles sempre vão existir”, afirma Nakada. “A implantação de um novo sistema de gestão ou de logística, por exemplo, não significa que os problemas vão acabar de vez. Aquelas dificuldades vão embora, mas surgirão outras. É esse olhar que precisa ser frequente para se ter um espaço de discussão, no qual as novas soluções sejam criadas”, completa o consultor. Há, portanto, muitas vantagens em transformar as dificuldades em alavancas positivas para o negócio e os colaboradores.  É por isso que o escritor Shinyashiki vê o sucesso vindo de questões problemáticas. “Você tem que crescer quando os problemas surgem”, recomenda.

Amigo do Problema

As empresas têm papel importante para ajudar os funcionários a enfrentar o medo de problemas. Para Nakada, é preciso incentivar uma discussão aberta, envolvendo todos os times, e não apenas setores específicos. Mas essa mudança precisa vir de cima para baixo. “O corpo diretivo deve estimular, além da solução de problemas, a abertura a novas ideias. Desse modo, o profissional acaba se sentindo à vontade para expor algo que pode ajudar sua área e as demais”, afirma o consultor.

Ao compartilhar problemas, o senso coletivo ganha força. “Essa sinergia é fundamental porque acaba com a cultura de buscar um culpado. A ideia não é fazer uma caça às bruxas”, completa Nakada.

Entre as iniciativas para criar um ambiente favorável à discussão, segundo a consultora Maria Amália, estão conhecer bem o papel de cada integrante e ter conhecimento dos objetivos a ser alcançados. Também é essencial entender o quanto as diferenças contribuem para integrar os mais variados pontos de vista e habilidades. Soma-se a isso o trabalho em equipe, com todos entendendo que o sucesso de uma empreitada acontece quando as competências são somadas.

4 situações de carreira em que fazer MBA é uma cilada

Rafael Souto participa de reportagem da Exame.com e fala sobre as situações em que o MBA não é recomendado para o profissional.

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Cursos de MBA são quase como casamentos: exigem tempo, comprometimento e muita disposição para valerem a pena. Para não falar em uma bela quantia de dinheiro — já que a maioria das escolas sérias não costuma cobrar pouco pelas aulas — e dois anos inteiros da sua vida.

Na prática, porém, muita gente decide abraçar o compromisso só para ter uma linha bonita no currículo. A superficialidade da decisão cobrará seu preço mais cedo ou mais tarde: envolvido numa decisão sem timing nem pertinência, o profissional só vai perder dinheiro.

Ironicamente, um dos erros mais comuns dos executivos é justamente acreditar que o MBA trará um incremento salarial — o que, ao contrário do que reza a lenda, não acontece necessariamente.

O ideal é que a motivação principal não seja material e nem imediata. O curso deve ser encarado como um investimento de longo prazo para ampliar os seus conhecimentos, fazer networking e ganhar maturidade profissional. Se não, é melhor mudar de planos.

Veja a seguir 4 situações em que fazer MBA não é uma boa ideia:

1. Você acabou de se formar

De acordo com Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, pessoas que acabaram de concluir a faculdade ainda não têm experiência suficiente para aproveitar plenamente um curso de MBA. “Como são muito baseadas em cases, as aulas vão abordar situações em que o jovem recém-formado ainda não viveu”, explica. Além de não se identificar com o conteúdo, ele também não vai poder contribuir muito com as discussões, o que enfraquece o potencial de networking.

O ideal para quem tem menos de três anos de formado, segundo Souto, é fazer um curso de especialização ou uma extensão para confirmar o seu interesse por uma determinada área. A decisão pelo MBA faz mais sentido para quem já é gestor ou está prestes a assumir um cargo de chefia.

2. Você não tem um plano

Está insatisfeito com o seu trabalho atual e não sabe qual direção deve dar para a sua carreira? Procurar um MBA na tentativa de sanar as suas dúvidas dificilmente dará certo.

O MBA nunca vale a pena se estiver dissociado de um plano estratégico de carreira. Para Rafael Souto, é inútil se inscrever num curso desse tipo se você não tiver refletido sobre como vai aplicá-lo. Seja para reforçar a sua área-foco de conhecimento, seja para ter uma visão global de um negócio, ou seja ainda para conhecer um novo universo profissional, o MBA sempre precisa se encaixar de algum modo no futuro que você deseja para si.

3. Você está desempregado

Claro que isso varia caso a caso. Se você está sem emprego mas tem uma reserva robusta, que admite gastos para aumentar as chances de ser contratado, talvez o MBA não seja uma má ideia.

Em nome da economia de recursos, só não vale cair no “canto da sereia” de escolas que vendem cursos de MBA de péssima qualidade por um preço mais baixo. “Se a instituição tem má reputação, você não aprenderá nada de relevante e ainda vai incorporar um nome inconveniente ao seu currículo”, alerta Souto. É importante pesquisar quais são as instituições mais respeitadas na sua área. Se você não tem como pagar uma escola boa agora, talvez seja melhor adiar os seus planos.

4. O conteúdo do curso parece chato

Bons cursos de MBAs exigem muitas leituras, provas e trabalhos em grupo — ou seja, uma grande dose de tempo e disponibilidade mental. Não se anima com o assunto da maioria das aulas? É melhor nem começar. Se você olha para o programa do curso e sente vontade de bocejar, talvez seja o momento de repensar inclusive se está na profissão certa.

Em vez de comprometer seu tempo e dinheiro com o curso, é melhor fazer uma autoanálise profunda para descobrir se você não deveria investir numa outra área. Pode parecer desconfortável em um primeiro momento, mas as chances de encontrar a felicidade a longo prazo serão bem maiores.

A melhor hora para procurar emprego é quando se está empregado. Veja dicas

A gerente de mercado da Produtive, Tatiana Penteado, fala que o profissionalismo deve reger o processo de busca por oportunidades, especialmente quando ainda há um vínculo com outra empresa para o jornal Gazeta do Povo.

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O comodismo e a segurança fazem com que muitas pessoas só pensem em mudar de trabalho quando estão desempregadas. Porém, quem está desempregado pode acabar aceitando qualquer oferta apenas para garantir um salário que pague as contas no fim do mês.

Por isso, o ideal é atentar para a insatisfação ou a vontade de mudar de emprego justamente quando se está empregado, garante um dos diretores da Associação Brasileira de RH no Paraná (ABRH-PR) Adeildo Nascimento. “Você tem mais tempo para ver o que quer, sondar quais empresas seriam melhores”, opina.

Mas fazer isso sem queimar a sua imagem com o atual empregador ou com o mercado requer muito cuidado. Primeiro, você precisa ter certeza de que realmente quer sair daquela empresa e não está usando uma proposta apenas para negociar um aumento ou promoção, postura que é mal vista pelos recrutadores.

“Se você deu o seu ‘ok’ em outra oportunidade, vá para a outra oportunidade”, adverte a gerente de mercado da consultoria Produtive, Tatiana Penteado. “Ficar fazendo leilão faz você se queimar nos dois lados”.

A melhor opção é abusar da tranquilidade de não estar desempregado para pensar bastante sobre a decisão, pesar prós e contras do emprego atual, refletir sobre qual é o próximo passo que deseja dar e aonde quer chegar com ele. Definir a área e empresas em que gostaria de trabalhar também ajuda a tornar a busca mais assertiva.

Discrição e profissionalismo andam de mãos dadas

É essencial tratar todo o processo com ética e profissionalismo para não haver mal estar com a empresa atual ou com a possível contratante. Por exemplo, a estrutura do seu atual emprego não deve ser usada na procura por outras oportunidades. Ou seja, não use e-mail e telefone corporativos e não faça nada relativo ao processo de seleção no seu horário de trabalho. Redes sociais devem ser usadas com cautela, já que não apenas o que você posta e compartilha, mas também o que você curte aparece na linha do tempo dos amigos – e contatos profissionais.

Como não há urgência para encontrar um novo emprego, é possível planejar com calma cada etapa. Caso não seja possível agendar entrevistas em horário não comercial ou durante o horário do almoço, compense a ausência fazendo banco de horas e não deixe tarefas pendentes.

Também é possível pedir confidencialidade ao recrutador e que a entrevista seja feita em um lugar neutro. Afinal, empresas podem fazer contratações em sigilo e o mesmo vale para os trabalhadores.

“O candidato pode pedir para não ir até o escritório. Por exemplo: ‘Será que poderíamos tratar isso de forma confidencial e num local neutro?’”, sugere Nascimento. “É muito chato encontrar um conhecido, fornecedor ou cliente na sala de espera para uma entrevista. Uma situação como essa te expõe de uma maneira não muito legal”.

Existe, ainda, a opção de contratar uma consultoria de transição de carreira. O consultor auxiliará o profissional na hora de pesquisar vagas, encontrar uma nova colocação no mercado aperfeiçoando o currículo, ajudando a traçar um objetivo e fazendo contato com as empresas de interesse.

Por fim, uma vez que a contratação com a nova companhia esteja garantida, é preciso ser ético no pedido de demissão. “Antes de pedir demissão e dar o aceite na nova proposta, tente negociar o período de início na outra empresa para não que não seja imediato”, aconselha Tatiana Penteado. “É sempre válido sair deixando uma porta aberta”.

O diretor da ABRH-PR concorda: “A forma que você sai de uma empresa é muito mais importante do que como você entra em outra”. É importante não deixar pontas soltas, entregar todos os projetos e cumprir os objetivos devidos.

Na hora da conversa final com o gestor, caso haja espaço para um feedback, o profissional pode explicar porque decidiu fazer aquela mudança na carreira e por que outra empresa se encaixa melhor nas suas metas pessoais. Porém, caso contrário, não é necessário entrar em detalhes. “O profissional pode dizer apenas que uma oportunidade melhor surgiu”, diz Tatiana.

Acesse a matéria diretamente no site da Gazeta do Povo. 

10 frases para impressionar o recrutador na entrevista de emprego

O consultor de carrreira da Produtive, Fernando Vincenzo, abordar as melhores falas e os comportamentos ideais para o profissional se sair bem na entrevista de emprego.

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Uma entrevista de emprego pode ser uma armadilha tanto para quem tem muitos anos de carreira quanto para aqueles que chegaram há pouco tempo ao mercado de trabalho. Comunicar as experiências listadas no currículo já é uma tarefa difícil, transmitir outras, que não cabem no papel, é um desafio ainda maior.

Já que o ambiente da entrevista muda muito dependendo da vaga oferecida, não existem afirmações ou perguntas exatas que com certeza vão deixar todo mundo de queixo caído, mas algumas “frases chave” podem ajudar a organizar o fluxo de pensamento, sem que o candidato deixe de ser autêntico ao falar de habilidades e conquistas. No fim das contas, essas colocações podem impressionar o recrutador e contar pontos para você.

1. “Venho pesquisando sobre a empresa e percebo que meus valores são comuns aos de vocês.”

É importante demonstrar seu interesse pela marca empregadora, mostrar que escolheu se candidatar à aquela vaga porque ela é consonante com coisas em que você acredita, aconselha o consultor de carreira da Produtive Fernando De Vincenzo.

2. “Eu vi que vocês estão crescendo, que adquiriram recentemente tal a empresa X.”

Esse tipo de afirmação também demonstra que o candidato fez a lição de casa e pesquisou sobre a empresa – tanto a contratante quanto, se for o caso, a recrutadora – antes da conversa. “É bastante relevante quando traz informações importantes e atuais sobre a empresa de uma forma natural para a entrevista”, explica Carla Vyborny, consultora de carreira e gerente comercial da Robert Walters no Brasil.

3. “Eu me destaquei recebendo uma premiação da empresa por ser um profissional que entrega os resultados X, Y e Z.”

De acordo com diretora da consultoria Hays, Caroline Cadoin, na hora de vender a si mesmo, vale lembrar de exemplificar seus pontos fortes com situações reais e exemplos que demonstrem as suas capacidades técnicas.

4. “Eu tinha muito interesse em uma promoção, por isso procurei o meu líder e criei um plano com ele sobre o que eu poderia fazer para chegar naquela posição.”

Para Vicenzo, da Produtive, essa afirmação demonstra que o candidato é do tipo que não fica esperando que a empresa repare no seu trabalho e “cuide” da sua carreira. “Isso mostra que ele age como protagonista da própria carreira”, garante.

5. “Eu me considero um profissional bastante adaptável e flexível.”

Mais uma vez, a afirmativa vazia não conta. Caroline explica que é preciso aliar a frase com exemplos de situações em que seja possível perceber esse dinamismo, contar casos em que resolveu questões em áreas e funções que não eram originalmente suas.

6. “Escolhi me candidatar a essa posição porque tenho interesse e prazer em realizar essas funções há X anos.”

Na opinião de Vicenzo, da Produtive, não dá para esquecer de dizer o básico: está na profissão porque gosta do que faz, não apenas pela remuneração. “Demonstrar que a carreira está ligada a prazer mostra que o profissional não está ali a curto prazo”, avalia ele.

7. “Eu sou um profissional de fácil relacionamento e sempre que foi necessário eu consegui trabalhar muito bem em equipe.”

Caroline Cadorin, da Hays, acredita, ainda, na importância de destacar bom relacionamento interpessoal, já que todas as empresas querem pessoas que possam se integrar bem ao grupo. Mais uma vez, é preciso usar exemplos reais que suportem a declaração, segundo ela.

8. “Quando eu tive que lidar com o desafio X, eu tive que fazer Y e Z para encontrar a melhor saída para a situação.”

Outra dica é evitar usar a palavra “problema”. Carla afirma que o termo tem uma conotação negativa, como falta de persistência ou resiliência. “Usar o termo desafio enaltece o candidato, transmite algo mais inspirador”, aponta.

9. “Sempre busquei entregar resultados além das minhas tarefas originais.”

Mais do que colocar no currículo que é pró-ativo, é preciso destacar essa característica na entrevista e trazer à tona casos em que essa característica tenha sido colocada à prova, assegura a diretora da Hays, Caroline Cadorin.

10. “Os últimos feedbacks que tenho recebido demonstram que preciso desenvolver esse ponto.”

Por fim, não é aconselhável tentar se vender como um profissional perfeito – afinal, ninguém é. Saem à frente aqueles que conseguem esclarecer que sabem que têm lacunas de conhecimento a serem preenchidas, mas estão tomando providência para resolver isso. Segundo o consultor Produtive, isso demonstra que o candidato escuta o que seu líder diz e tem maturidade para reconhecer suas falhas.

Acesse a matéria no site da Gazeta do Povo. 

Nunca diga estas frases numa entrevista de emprego

A gerente de relacionamento da Produtive, Marcela Mota, dá dicas das frases que não devem ser faladas na entrevista de emprego. para a Exame.com.

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Se você quiser ser desclassificado num processo seletivo, é só decorar estas falas. Veja o script perfeito de uma péssima entrevista de emprego

Entrevistas de emprego materializam o ditado popular segundo o qual “o peixe morre pela boca”: até os melhores candidatos podem estragar suas chances de sucesso por causa de uma frase infeliz.

Ao longo de mais de uma década de experiência com recrutamento, Marcela Mota, gerente da consultoria Produtive, observa que os candidatos vêm com mais “discursos prontos na ponta da língua” do que no passado, mas que os deslizes estão se tornando mais frequentes por causa do momento amargo do mercado de trabalho.

“Com a dificuldade de encontrar emprego, as pessoas têm chegado mais desesperadas aos processos seletivos e muitas vezes acabam falando o que não deviam”, diz ela. Exageros, mentiras, autoelogios e até palavrões têm aparecido com mais frequência nas salas de entrevista, segundo a recrutadora.

Esses tropeços no discurso podem arranhar a imagem de um candidato ou até excluí-lo do processo seletivo, e portanto devem ser evitados. Mas a preocupação com a própria fala também não pode gerar artificialismos e criar comportamentos robóticos — que, por sua vez, também afastam oportunidades.

“O candidato precisa falar o que pensa, ser espontâneo”, afirma Guilherme Malfi, gerente da divisão de recursos humanos da consultoria Talenses. Para ele, o único critério que realmente deve balizar o discurso de um profissional na entrevista de emprego deve ser o respeito: não cabe falar de forma grosseira ou preconceituosa. “Esse é o meu único fator de exclusão”, diz o headhunter.

Ainda assim, certas frases específicas podem, sim, boicotar a sua candidatura — especialmente se acompanhadas por outros fatores não-verbais, tais como linguagem corporal, tom de voz e aquilo que Marcela e Malfi descrevem como “a energia do candidato”.

Mesmo as falas mais adequadas não empolgarão o entrevistador se a pessoa estiver sentada de forma desleixada, falar com um tom de voz displicente e parecer desanimada com a vaga.

Quando o silêncio é ouro

Embora a comunicação seja um processo complexo — e tudo dependa, a rigor, do contexto em que acontece —certas frases simbolizam comportamentos considerados inadequados para as necessidades atuais do mercado de trabalho.

A pedido de EXAME.com, os recrutadores da Produtive e da Talenses listaram algumas sentenças que valem (bem) menos do que o silêncio:

“Como me vejo daqui a cinco anos? Não tenho ideia”

Entrevistas de emprego não servem apenas para checar se você é compatível com a vaga oferecida; a ocasião também é usada para conhecer o seu nível de maturidade e interesse pela própria carreira. “Quando alguém responde que nunca pensou sobre o próprio futuro, mostra que não é protagonista de sua história, que não se conhece e não sabe o que quer”, diz Marcela.

A falta de autoconhecimento também pode ser demonstrada por ambições irreais. “Daqui a cinco anos, me vejo como o CEO desta empresa” é o tipo de frase que sugere arrogância e até ingenuidade quando parte, por exemplo, de um analista sênior. “Melhor seria dizer que deseja ter sua própria equipe, e que inclusive está fazendo sessões de coaching no momento para desenvolver suas habilidades de liderança”, recomenda a gerente da Produtive.

“Meu ex-chefe era muito grosseiro”

Além de antiético, esse tipo de declaração pejorativa soa aos ouvidos do seu potencial empregador como um mau presságio: se a pessoa está maldizendo seu antigo líder, por que não faria isso no futuro com ele também?

Para Malfi, fazer críticas sobre a sua experiência anterior não é proibido. Tudo, mais uma vez, depende do tom e das palavras escolhidas. “Você pode dizer, por exemplo, que não concordava com a linha de gestão do seu antigo chefe pelos motivos x, y e z”, explica ele. “É muito diferente de dizer que ele era burro”.

“O ritmo é puxado demais? / Tem muita hora extra?”

Não há nada de errado em pedir detalhes sobre o modelo de trabalho do contratante. No entanto, na visão dos especialistas ouvidos por EXAME.com, demonstrar uma preocupação muito grande com a carga de trabalho pode cair mal numa entrevista.

“É comum ouvir candidatos perguntando se a empresa exige muito, se os funcionários costumam trabalhar até mais tarde, sobre banco de horas, férias, salário, feriado”, diz Marcela. Segundo ela, esse tipo de indagação transmite que o candidato só está preocupado com sua própria comodidade, e que não está tão interessado efetivamente no trabalho que pode desempenhar naquela empresa.

“Quanto tempo passei na empresa X? Não lembro direito, deixe eu ver aqui no currículo”

Segundo Mota, muitos candidatos mostram dificuldades para relembrar detalhes da sua trajetória e acabam usando o próprio CV para “colar” na hora da entrevista.

É um tiro no pé. Frases que demonstram que o candidato não domina sua história profissional costumam levar à desclassificação. “Se ele não conhece sua própria carreira, quem é que vai conhecer?”, diz a especialista da Produtive. “É uma postura que revela despreparo e descaso pela própria vida profissional”.

“Sou mais pró-ativo do que a média”

Pecado mortal em currículos, o autoelogio também precisa ser evitado na entrevista — especialmente se vier desacompanhado de justificativas concretas. “Dizer que você é bom, muito melhor em algo do que os outros, não diz absolutamente nada”, afirma Malfi.

No lugar de frases vagas sobre as suas competências, é melhor contar histórias reais e específicas sobre algo que você fez.

Vale descrever algum projeto do qual você participou, por exemplo, mas nunca de forma genérica: diga exatamente qual foi a sua contribuição e que “marcas” você deixou. “Mencione resultados que a empresa não teria tido se você não estivesse lá”, recomenda o gerente da Talenses.

Veja a reportagem na Exame.com.