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Acesse e baixe seis modelos de currículos para diferentes perfis e interesses profissionais

 A consultora de mercado da Produtive, Márcia Straliotto, ofereceu dicas para elaborar currículos com diferentes objetivos. Veja quais são na matéria do Zero Hora.

currículo pode ser considerado uma porta de entrada para o mercado de trabalho. Bem feito, ele tem potencial para levar você a uma primeira entrevista de emprego e pode até ser decisivo para o recrutador no momento de escolher entre dois ou mais profissionais.

Por isso, é importante saber construir um currículo de acordo com o seu perfil e com o seu objetivo. Separamos seis modelos de currículos para cinco perfis profissionais, além de uma modelo padrão, e dicas de especialistas para preenchê-los da maneira correta. Confira:

1- Estudante que nunca trabalhou e busca a primeira oportunidade de estágio

O que é importante destacar: é fundamental deixar claro que você está em busca da primeira oportunidade profissional. Daiane de Souza, consultora de recrutamento e seleção da Metta Capital Humano, orienta que, neste caso, seja destacada a formação acadêmica. Experiências como ajudar o tio em uma oficina, por exemplo, podem agregar qualidade ao currículo. Outras informações que você considere importantes, tais como trabalhos voluntários, projetos ou prêmios acadêmicos, podem entrar no item “Informações Adicionais”, que deve estar no final do currículo. Baixe aqui um modelo.

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2- Estudante que quer se inserir no mercado de trabalho com uma vaga efetiva

O que é importante destacar: segundo a consultora Daiane de Souza, depois dos dados pessoais, é fundamental colocar o objetivo, que seria o cargo que você deseja ocupar na empresa. As experiências profissionais devem ser inseridas em ordem decrescente: comece pela mais atual. Não esqueça de colocar o mês e o ano em que você ingressou e saiu de uma empresa. Além disso, é essencial descrever as principais atividades desempenhadas durante sua atuação em cada corporação. Baixe aqui um modelo.

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3- Profissional formado que deseja iniciar uma carreira na sua área

O que é importante destacar: de acordo com a coach executiva Simone Kramer, vice-presidente de expansão da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), neste modelo de currículo, é importante valorizar também as atividades que não têm foco profissional, como trabalho voluntário, cuidar dos sobrinhos ou dos filhos da vizinha, por exemplo. Essas iniciativas mostram o seu perfil, além de indicar iniciativa e disponibilidade. Viagens para o Exterior podem ser inseridas como uma informação adicional, para apontar suas experiências com a diversidade cultural. Simone destaca que colocar apenas o cargo exercido não especifica a sua atuação — é importante citar as atividades executadas. Baixe aqui um modelo.

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4- Alguém que quer migrar para outra área profissional

O que é importante destacar: pessoas com experiências mais generalistas que desejam migrar para outro campo profissional devem deixar claro no objetivo qual área é o foco. Deve-se dar destaque para as atividades desempenhadas e os cursos complementares que estão mais próximos do ramo de interesse. Márcia Straliotto, consultora de carreira da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, ressalta que no atual momento econômico, empresas têm recursos enxutos e, de modo geral, valorizam a experiência na área. Assim, mesmo que o você não tenha ocupado um cargo no ramo que deseja, todas as experiências, competências, projetos e cursos que estejam relacionados ou tenham proximidade com esta área desejada devem ter visibilidade. Baixe aqui um modelo.

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5- Alguém com vasta bagagem profissional que busca cargo superior ao atual

O que é importante destacar: o objetivo profissional precisa ser incluído, pois ele serve para constatar o foco de interesse do candidato. O resumo das qualificações adapta-se para que pessoas com uma bagagem ampla possam destacar e resumir suas competências técnicas e principais experiências, como conhecimentos diferenciados para a área de atuação do profissional. Trata-se de uma breve apresentação da trajetória do profissional. De acordo com Natalia Thormann, consultora do Escritório de Carreiras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), no primeiro momento, o recrutador olha os dados pessoais, o objetivo profissional e o resumo das qualificações — são esses itens que dão a primeira ideia sobre o candidato para o recrutador. Natalia recomenda que não sejam colocadas todas as experiências profissionais, pois, segundo a consultora, o currículo deve ter, no máximo, duas páginas. A dica é inserir as quatro últimas experiências, sempre dando destaque às atividades que têm mais relação com a oportunidade que o profissional está buscando. Também é importante colocar os resultados alcançados em cada empresa que você atuou, como metas, conquistas e projetos, que mostram o seu diferencial. Baixe aqui um modelo.

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6- Modelo padrão, para qualquer perfil profissional

O que é importante destacar: nunca esqueça de colocar seus dados de contato, que são constituídos pelo telefone e e-mail. O objetivo é fundamental para qualquer perfil profissional, pois deixa claro para o recrutador qual a intenção do candidato dentro da empresa. É indispensável descrever sua formação acadêmica, especificando se você está cursando algo, qual o semestre, a previsão de conclusão e a instituição. Se você já é formado, deve colocar a sua formação, o ano no qual concluiu e também a instituição. De acordo com com a coach executiva Simone Kramer, vice-presidente de expansão da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), esses três itens — dados, objetivo e formação acadêmica — são os básicos de qualquer currículo. Baixe aqui um modelo.

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Fontes: Daiane de Souza, consultora de recrutamento e seleção da Metta Capital Humano; Simone Kramer, coach executiva e vice-presidente de expansão da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH); Márcia Straliotto, consultora de carreira da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado; Natalia Thormann, consultora do Escritório de Carreiras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

10 dicas para fazer seu currículo se destacar dos demais

O consultor de carreira sênior na Produtive, Francis Nakada, fala sobre a elaboração de currículo para profissionais com mais de 50 anos de idade ao Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

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Consultores gastam em média 12 segundos na primeira seleção; saiba o que o profissional sênior deve fazer para chamar a atenção do recrutador

Doze segundos. Esse é o tempo médio que um recrutador gasta na primeira triagem dos currículos em um processo seletivo, segundo Francis Nakada, consultor sênior de carreira da Produtive. Para quem tem mais de 50 anos de idade, o principal desafio é saber resumir e tratar com clareza a bagagem de experiências, de modo a deixar a leitura didática e atraente. Para ajudar nesse trabalho, listamos 11 dicas para fazer seu currículo se destacar. Confira:

  1. Tenha sempre objetividade e clareza 

Profissionais com mais tempo de experiência muitas vezes não resumem seus históricos profissionais, mas é necessário fazer isso para não cansar o selecionador. “Além disso, o papel do candidato é deixar seu currículo em um formato amigável e didático, para que a pessoa que receba o material tenha prazer em ler e se interesse pelo conteúdo”, destaca Nakada.

  1. Organize o conteúdo por tópicos 

Você optou pelo texto corrido? Esqueça essa alternativa! “Os tópicos facilitam e tornam mais didática a leitura.”

  1. Não passe de duas páginas 

Não corra o risco de ter seu currículo descartado. “Currículos com mais de duas páginas podem levar o recrutador a rejeitar o material nos primeiros segundos.”

  1. Não economize ao falar de suas realizações

Diferentemente de experiências, “destacar realizações é muito importante para chamar a atenção” do selecionador, afirma o especialista. Não esconda suas principais conquistas, melhorias, projetos que deram certo e resultados satisfatórios.

  1. Abra mão dos elogios

Não é hora de mostrar suas qualidades: as chamadas “soft skills” (competências comportamentais do profissional) “são muito abstratas porque não é em uma fala que se conclui esse tipo de característica. O uso delas é uma prática que pode acabar prejudicando o currículo”.  Deixe de lado autoelogios, como “sou muito dinâmico”, e foque nas realizações.

  1. Mantenha-se atualizado 

Hoje em dia, um profissional mais velho enfrenta um grande desafio para conseguir emprego: ele costuma ser visto como alguém pouco competitivo e ultrapassado. Para mudar isso, Sônia Teixeira, diretora de desenvolvimento humano da empresa de consultoria de marketing MadiaMundoMarketing, sugere ressaltar cursos que tenham a ver com a vaga desejada, além de conhecimento de idiomas, informática e vivência internacional.

  1. Não há problema em omitir a idade 

Se você tem mais de 50 anos e não quer que isso atrapalhe o processo seletivo, Sônia diz que não há problema em omitir a idade no currículo, por mais que pareça errado. Assim, é possível que o candidato tenha a “chance de ser convidado para uma entrevista” e possa “vender melhor suas qualificações durante o processo seletivo.”

  1. Customize seu currículo de acordo com cada vaga 

“O currículo não é uma receita de bolo, não é uma regra única”, compara Nakada, que sugere que o candidato reforce os requisitos de acordo com a vaga que ele deseja. Mesmo que seja da mesma área, muitas vezes uma empresa pode achar importante características que são diferentes das que outra empresa quer. Nesses casos, esteja pronto para fazer algumas mudanças em seu documento, destacando em negrito, na primeira página, os seus requisitos para a vaga.

  1. Fique atento aos erros de português 

Revise seu currículo. “Caso o recrutador encontre erros de grafia ou digitação, é provável que o currículo seja descartado”, considera Nakada.

  1. Deixe a pretensão salarial, documentação e endereço para outro momento 

Não é recomendado ocupar espaço do currículo para colocar informações como documentação, endereço residencial e referências profissionais. A pretensão salarial também deve ser deixada de lado. “Caso seja uma solicitação da empresa, mantenha essa informação no corpo de e-mail”.

Os 6 erros mais comuns na hora de fazer o currículo

O consultor de carreira Sênior na Produtive, Francis Nakada, aborda os erros mais comuns ao fazer um currículo para a Exame.com. Veja os pontos que devem ser evitados!

 

Por Claudia Gasparini, da Exame.com.

Você pode até ter um poderoso arsenal de competências e uma coleção incrível de experiências profissionais, mas o mercado de trabalho não ficará sabendo disso se você não fizer um currículo capaz de refletir o seu potencial.

O documento funciona como o seu “cartão de visitas” para recrutadores. Ali devem estar as informações mais relevantes sobre a sua carreira e os motivos pelos quais valeria a pena contratar você.

Detalhe: a minoria dos candidatos segue essa recomendação. Em outras palavras, cuidar do CV já é, em si, um valioso diferencial para competir por um emprego num momento para lá de complicado da economia brasileira.

Francis Nakada, consultor de carreira da Produtive, diz que muita gente não compreende a finalidade do currículo — e daí nascem as falhas. “Em vez de mostrar por que está apta a preencher aquela vaga, a pessoa simplesmente apresenta o seu histórico profissional”, diz ele.

Pense de forma estratégica na sua transição de carreira. Se você pretende sair de um emprego como analista de marketing na empresa A para ser contratado como coordenador de eventos na empresa B, por exemplo, o seu CV deve trazer provas de que as suas experiências com marketing até o momento tornam você o candidato ideal para cuidar dos eventos naquela companhia.

“Quanto mais direcionado for o documento, melhor”, afirma Leonardo Berto, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half. O ideal é que você faça um currículo diferente para cada vaga, adaptado aos diversos pré-requisitos dos possíveis contratantes.

Com a ajuda dos dois especialistas, listamos a seguir os erros mais comuns na hora de fazer um currículo. Confira:

Erro #1:  Esquecer-se de incluir dados para contato

Por incrível que pareça, diz Berto, um grande número de pessoas envia currículos sem informações básicas como e-mail e telefone. Resultado: mesmo que tenha se interessado pelo candidato, o headhunter não consegue chamá-lo para uma entrevista presencial.

Às vezes, o profissional até inclui esses dados, mas falha nos detalhes. Um telefone do Rio de Janeiro sem o código 21 pode ser inacessível para um recrutador que liga de São Paulo, por exemplo; um e-mail que contém underline ( _ ) não permitirá a comunicação se for digitado com hífen ( – ); e assim por diante. Fazer uma revisão criteriosa do documento é essencial para não cometer esses erros minúsculos, porém fatais.

Erro #2: Não incluir o campo “objetivo” (ou preenchê-lo mal)

Cansado de examinar tantos currículos, o olho do recrutador irá direto para o objetivo descrito no topo do documento. A depender do que estiver escrito ali, ele sequer vai continuar a leitura.

Segundo Nakada, o objetivo deve estar afinado com a sua sua estratégia de transição profissional. “Seja específico e não coloque muitas áreas ou muitos cargos diferentes, ou o recrutador terá a impressão de que você não tem foco e está disposto a qualquer coisa só para ter um emprego”, explica ele.

Erro #3: Sobrecarregar o documento com textos, cores e imagens

Na tentativa de dar uma aparência robusta à própria carreira — ou simplesmente para não excluir nenhum dado que possa impressionar o recrutador — algumas pessoas escrevem currículos longuíssimos, com detalhes ad infinitum. Porém, além de cansar o leitor, um CV prolixo pode esconder as informações mais interessantes sobre você.

O ideal é dizer tudo em até duas páginas, afirma Nakada. Também vale ser econômico nas cores, fontes e, eventualmente, imagens. Prefira sempre um visual sóbrio, sem exageros, a não ser que você trabalhe em setores criativos como publicidade ou design.

Erro #4: Fazer elogios ao próprio comportamento

Este escorregão é clássico: no campo “Resumo de qualificações”, o candidato se define como alguém perseverante, criativo, dedicado, carismático e ousado. Sem perceber, está dizendo que é arrogante, prepotente, ingênuo e vaidoso…ou simplesmente que não sabe fazer um currículo.

De acordo com Nakada e Berto, o famoso “autoelogio” é uma das formas menos eficazes de cativar um recrutador e uma das mais certeiras para irritá-lo. Afinal, essa percepção positiva deve partir de terceiros, e não do próprio candidato. Será na entrevista e nas dinâmicas de grupo que você será colocado à prova sob esses quesitos — e quem vai dar o veredicto serão os seus avaliadores.

Erro #5: Deixar passar pequenos (ou grandes) deslizes no texto

Erros de digitação, como letras trocadas ou dobradas, não são tão inocentes quanto parecem. O problema não é cometê-los, mas sim deixá-los passar. “Significa que você não releu o seu próprio currículo antes de entregar, ou seja, que talvez seja uma pessoa relapsa e desinteressada”, diz Nakada.

Em alguns casos, a falta de revisão pode dar margem a problemas ainda mais graves. Para não escorregar no português, passe um corretor ortográfico no documento, faça várias releituras e peça para várias pessoas revisarem o documento para você. O mesmo vale para as eventuais versões em inglês do seu CV — que, aliás, não devem ser feitas com ferramentas automáticas como o Google Tradutor, ou provavelmente conterão diversos erros e inconsistências.

Erro #6: Mentir ou gerar a sensação de mentira

De acordo com Berto, alguns candidatos exageram algumas competências no currículo, sobretudo aquelas que dizem respeito ao domínio de idiomas — dizem que têm inglês fluente quando só têm nível intermediário na língua, por exemplo. No entanto, na hora da entrevista, eles acabarão sendo desmascarados. E o pior: a descoberta da mentira manchará a sua reputação no mercado por tempo indeterminado.

Às vezes, você também pode perder pontos com o recrutador simplesmente se passar a impressão de que está falseando ou ocultando informações. “Se as datas não batem ou há grandes lacunas temporais não explicadas, isso pode gerar desconfiança no leitor, mesmo que você não tenha mentido realmente”, diz o especialista. Para não correr esse risco, é importante garantir não apenas a sinceridade, mas também a clareza das suas afirmações.

Acesse aqui a matéria na página da Exame.com.