O protagonismo na carreira


Em seu novo artigo para o jornal Zero Hora, o CEO da Produtive, Rafael Souto, revela as competências necessárias para o profissional se tornar um protagonista na carreira.

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Somos notadamente um país sem cultura de planejamento. Quando o tema é carreira profissional, observamos um distanciamento ainda maior.

O jeito comum de gerir a vida no trabalho parece vir do famoso sonoro refrão do pagode “Deixa a vida me levar”. Refletir sobre carreira significa não deixar a trajetória profissional ser dirigida por alguém, exceto pelo principal interessado nela.

Existem quatro competências essenciais para o indivíduo ser um protagonista na carreira. A primeira delas é ter consideração sobre o futuro, ou seja, fazer reflexões sobre os próximos passos e se preparar para eles. É a antítese da ideia de deixar a vida levar.

No segundo ponto, ter curiosidade. Explorar alternativas e ter um comportamento inquieto de questionamento e experimentação levam o profissional a ter ascensão na carreira. Estar aberto ao novo é essencial.

Ter controle e assumir a direção da carreira é outra competência nesse cenário. Os eventos positivos e negativos da trajetória são de responsabilidade do indivíduo. A transferência dela para a empresa ou o gestor direto é atuação de coadjuvante de carreira.

Na soma de todos os pontos está a confiança. O profissional precisa acreditar que é possível superar obstáculos e concretizar projetos. Do contrário, o protagonismo pode esmorecer.

Vivemos um período de profundas transformações no mercado. As empresas estão com suas estruturas cada vez mais enxutas. A ideia do plano de carreira previsível e gerido pela empresa acabou. Crescer numa organização exigirá que o profissional conduza sua trilha. Pesquisando e explorando caminhos. Se tiver um gestor que apoie essa construção, melhor ainda. Se não houver, caberá a cada profissional fazer as descobertas e se articular.

A ideia paternalista da empresa que cuida dos funcionários morreu com os sucessivos movimentos de reestruturação e competição intensa a que as empresas estão submetidas. A pá de cal no modelo do trabalhador hipossuficiente foi dada com a reforma trabalhista.

Estamos iniciando um novo tempo em que o planejamento da carreira é tarefa exclusiva do indivíduo. Não é uma transformação simples. É uma profunda mudança de modelo mental, que exige dedicação e entusiasmo. A direção é essa e o caminho ainda é longo.

Clique aqui para ver o artigo no Zero Hora. 

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