Cultura fintech: um mercado de atração de talentos


 

 

Já deixou de ser surpresa nos depararmos com novas modalidades de negócios. Em busca de suprir uma necessidade, solucionar, facilitar – e até eliminar – as burocracias na oferta de serviços, a cada dia vemos o nascimento de uma startup. Prova disso é que esse universo tem exigido com que muitas empresas tradicionais se remexessem para conseguir um refresco à sombra desses novos competidores, não só em relação à participação de mercado e investimento forte em tecnologias e processos, mas também em atração de novos talentos.

Um recente estudo da consultoria Michael Page realizado com 1000 profissionais mostrou que nove em cada dez executivos de alta e média gerência trocariam o tradicional mercado corporativo por uma startup. Os principais motivos: conquista de mais qualidade de vida e flexibilidade de horário, mesmo com um salário menor.

Apesar do apetite voraz por uma cadeira nesse habitat inovador, Débora Barbosa, Head de RH da Acesso Soluções de Pagamentos, startup de tecnologia do setor financeiro, afirma que as competências mais buscadas em profissionais para as posições que aparecem por lá são agilidade e capacidade de reagir de forma otimista às mudanças. “Por ser um segmento que está transformando todo um mercado financeiro antigo, a velocidade e a construção do novo impactam diretamente nas competências comportamentais que um profissional precisa ter”, diz ela.

O trabalho focado no cliente também é um grande diferencial, uma vez que é um tipo de organização que quer solucionar problemas que as grandes empresas tradicionais não conseguiram resolver com seus clientes.

Apredendo com o mercado

Segundo estimativas, apenas um ou dois bancos sobreviverão com a transformação tecnológica, cenário que oferece mais abertura a novas formas de serviços. Mas, para tanto, Débora destaca que saber selecionar as prioridades corretas dentro das fintechs é um desafio diário. Outro exemplo que ela traz é de ter um grupo forte de líderes que saibam engajar pessoas em um ambiente vulnerável, veloz e dinâmico. “Estamos aprendendo juntos com o desenvolvimento do mercado”.

Na perspectiva da gestão do RH, tendo como premissa uma área parceira e que entende do negócio, ela ressalta que o time se adaptou praticando novos modelos de trabalho e utilizando a metodologia ágil em todos os subsistemas. “Tivemos um esforço de mudança na gestão, mas que é um esforço que todo profissional de RH deve ter em qualquer segmento novo de atuação”.

Há posições para…

Débora revela que a maior demanda em uma organização como essa está relacionada a profissionais de tecnologia, como desenvolvedores, especialistas em banco de dados e especialistas em segurança da informação, com características de apreço a estudo e atualização de forma contínua.

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