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5 conselhos clássicos de carreira que já estão ultrapassados

O mundo do trabalho se transformou radicalmente na última década, e certos comportamentos que no passado traziam sucesso já não valem mais. Veja quais deles não fazem mais sentido, de acordo com Rafael Souto, CEO da Produtive, para o site da Exame.com

Essa é apenas uma entre tantas mudanças de comportamento que solaparam algumas “verdades universais” do mundo do trabalho — como o pressuposto de que um profissional sério começa e encerra o expediente sempre no mesmo horário, por exemplo.

Segundo o coach João Luiz Pasqual, muitos conselhos clássicos de carreira já não fazem mais sentido atualmente porque as relações profissionais se tornaram muito mais fluidas.

“O ambiente físico e psicológico das empresas se tornou menos controlador”, explica ele. “Ao mesmo tempo, a relação entre empregador e funcionário deixou de ser apenas financeira, comercial, e passou a envolver a busca por propósito, por significado”.

Menos formal, mais livre em alguns aspectos e certamente mais exigente, o mercado de trabalho passou a preferir a transparência à obediência. “As empresas não querem mais o funcionário que só fala o que elas querem ouvir”, afirma Carolina Cabral, gerente da consultoria Robert Half. “Preferem alguém sincero, que diga quando o negócio está no caminho errado”.

Diante de tantas mudanças, veja a seguir 5 conselhos sobre gestão de carreira que já ficaram completamente ultrapassados:

Conselho ultrapassado 1: “Fique o maior tempo possível em cada emprego”

Segundo Cabral, da Robert Half, a estabilidade ainda é um fator observado pelos recrutadores quando eles avaliam um currículo. Passagens profissionais muito curtas podem dar a entender que o candidato é pouco resiliente ou que tem problemas de relacionamento. Saiba mais: Os 4 erros no currículo que mais irritam os recrutadores

Porém, a recomendação de ficar o maior tempo possível no mesmo emprego, para provar a sua capacidade de ser fiel a um empregador, não vale mais em todos os casos. “Se você não está subindo na hierarquia e sequer está recebendo novas responsabilidades, a sua permanência prolongada naquele emprego hoje pode ser vista como estagnação”, diz a recrutadora.

Conselho ultrapassado 2: “Faça pós-graduação o quanto antes”

Ter um diploma, por si só, está fazendo cada vez menos diferença para novas gerações. Para se traduzir em oportunidades, a educação precisa fazer sentido dentro do seu plano de carreira. Por isso, diz Cabral, não faz mais sentido se apressar para fazer uma pós depois de acabar a faculdade.

“Deixe para fazer o curso no momento em que você tiver mais certeza do que quer”, recomenda ela. Para Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive, o ideal é buscar a pós-graduação com pelo menos dois anos de graduação, à exceção de pessoas que já têm certeza do que pretendem fazer ou já atuam na área escolhida.“Quando você percebe que não tem conhecimentos que precisa ter, pode antecipar a especialização”, diz ele.

Conselho ultrapassado 3: “Tenha uma única especialidade”

Já não é mais seguro se tornar um “hiper especialista” em uma determinada área da sua profissão, de acordo com o coach João Luiz Pasqual. “O mercado quer um profissional que entenda profundamente de um determinado tema, sim, mas não só daquele tema”, explica ele.

Isso advém do papel da interdisciplinaridade para a inovação e da valorização do “olhar de proprietário” pelas empresas, que agora querem um profissional preocupado com o negócio como um todo. Porém, o extremo oposto também não é uma boa ideia. Se você domina um grande leque de temas, mas não conhece profundamente nenhum deles, também corre o risco de ficar para trás.

Conselho ultrapassado 4: “Obedeça sem questionar”

Na época em que a relação entre funcionários e empresas era pautada apenas pela troca de dinheiro por trabalho, o empregador queria simplesmente ser obedecido. Hoje, remunera pessoas para pensar em soluções para seus problemas — e não importa o nível hierárquico. “O mercado hoje quer um profissional resiliente, mas não um mero executor de tarefas”, diz Pasqual.

Isso significa que as empresas não apenas aceitam ser contestadas em alguns momentos, como também esperam por isso. “Hoje é preciso assumir uma postura de protagonismo dentro da empresa, então você pode e deve se manifestar sobre o que julga importante”, recomenda o coach.

Conselho ultrapassado 5: “Se a verdade for desagradável, minta”

Você foi demitido porque cometeu um erro grave? Seu inglês não é tão bom assim? Antigamente, muita gente diria para você omitir ou distorcer essas informações no seu currículo ou na entrevista de emprego. Hoje em dia, a recomendação é oposta: ainda que a verdade soe mal, seja sincero.

Em processos seletivos, candidatos mentirosos são facilmente pegos pelo cruzamento de informações entre empresas e consultorias de recrutamento. Segundo Cabral, esconder uma falha é pior do que expô-la e buscar explicá-la. Ao contrário do passado, quando se valorizava uma figura idealizada do funcionário, o empregador atual prefere profissionais imperfeitos, mas autênticos.

Estas profissões serão “campeãs” de emprego, dizem recrutadores

Rafael Souto, CEO da Produtive, aponta quais carreiras terão mais demanda em 2018 para a Exame.com.

De maneira geral, este ano promete ser melhor para o emprego, segundo quem trabalha no mercado de recrutamento e seleção. Sopro de esperança em meio a três anos de redução de postos de trabalho?

Dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, indicam que o país ainda não saiu do vermelho em relação à criação de postos de trabalho. Em 2017, 20.832 vagas foram fechadas.

Mas, as duas dezenas de milhares de empregos a menos são motivo de otimismo para o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura, que comparou os dados com os péssimos resultados de 2016 e 2015 quando o Brasil viu minguarem 1,3 milhão e 1,5 milhão de vagas, respectivamente.

Comparativamente a 2017 ou 2016 existe um crescimento possível em 2018, disse Rafael Souto, presidente da Produtive, ao programa SUA CARREIRA. 

E essa tem sido uma visão geral entre os especialistas do mercado de trabalho, na série de matérias com as carreiras mais quentes de 2018 que o site tem publicado desde o fim do ano passado.

Investigamos nas áreas de vendas, marketing, finanças, petróleo e gás, saúde e farmacêutica, recursos humanos, operações, direito, engenharia e TI. Confira um resumo do que apuramos em nove áreas:

Vendas e marketing

A expectativa é que as áreas de vendas e marketing voltem a contratar. João Paulo Klüppel, gerente sênior da Michael Page, enxerga bons sinais para profissionais dessas áreas e melhora gradual no nível de emprego.

Cargos que terão mais demanda em 2018: gerente de transformação digital – marketing, Diretores de transformação digital: de e-commerce, de marketing ou o de TI (CIO), Analista ou gerente de mídias digitais, gerente de marketing e produto, profissional de marketing digital, profissional Inteligência de mercado, gerentes nacionais/ regionais de vendas.

Petróleo e Gás

Mercado “estrelado” há alguns anos, a área de óleo e gás conheceu seus piores momentos com o início da Lava Jato e a derrocada da Petrobras.

Mas, especialistas consultados enxergam que 2018 será melhor, graças ao rearranjo pelo qual o setor passou no ano passado. Rafael Falcão, da Hays, citou mudanças estruturais na Petrobras e também a abertura ao capital estrangeiro, por exemplo.

Cargos que terão mais demanda em 2018: geólogo / geofísico/ petrofísico, Analista econômico para o setor de óleo e gás, gerente regulatório, engenheiros com conhecimento em operação e manutenção para energia sólica e solar, engenheiro de fluido, gerente de manutenção.

Operações

Profissionais de operações vão surfar a onda de novas oportunidades, sobretudo, na área de supply chain, afirmou Carolina Cabral, gerente de recrutamento da Robert Half. Perfis mais estratégicos serão os mais disputados. Outros cargos na área de operações devem ganhar mais destaque apenas no segundo semestre segundo especialistas.

Cargos que terão mais demanda em 2018: gerente de supply chain, gerente de facilities, gerente de eficiência operacional.

RH

Na área de recursos humanos, mais espaço para a estratégia, segundo Mariana Horno, da Robert Half. No entanto, profissionais generalistas também aparecem na lista de mais buscados, segundo as consultorias de recrutamento.

Cargos que terão mais demanda em 2018: profissional de remuneração e benefícios, analista de desenvolvimento humano organizacional, business partner, diretor de RH.

Saúde e farmácia

É um dos setores com melhor perspectiva para empregos, segundo os especialistas consultados. As áreas de acesso e de relações governamentais são os principais destaques positivos, na indústria farmacêutica. Compliance e desenvolvimento de negócios também devem gerar mais vagas, segundo os recrutadores consultados.

Cargos que terão mais demanda em 2018: profissional de educação física/fitness, farmacêutico, gerente nacional de vendas, gerente de acesso para indústria farmacêutica, diretor de governement/ public affairs para indústria farmacêutica, gerente de business development, gerente de compliance para toda indústria de saúde.

Direito

O mercado jurídico vai voltar a contratar profissionais de nível gerencial para cima. Foram eles que sentiram o gosto mais amargo da crise, segundo a advogada Camila Dable, sócia da Salomon Azzi, consultoria de recrutamento e seleção voltada ao mercado jurídico.

Profissionais mais demandados em 2018: sócio/gerente de contencioso cível, advogado eleitoral, advogado de relações institucionais, advogado consultivo trabalhista (escritório de advocacia), sócio tributário (escritório de advocacia), advogado de arbitragem, diretor de compliance, gerente jurídico generalista.

Finanças

O segmento de finanças dá boas notícias aos profissionais mais experientes com a previsão de reabertura de vagas de nível sênior.

Especialistas, no entanto, apontam uma mudança no perfil profissional buscado pelas empresas. Ao invés de olhar para dentro da empresa com foco em redução de custos, a visão de novos negócios é mais bem-vinda agora.

Profissionais mais demandados em 2018: diretor financeiro, diretor de impostos, controller, business partner de finanças, profissional de operações estruturadas, analista contábil de report, gerente de compliance e risco, executivo de novos negócios e M&A, executivo de planejamento financeiro.

TI

Faltam profissionais qualificados na área de tecnologia. O setor exportou muita gente qualificada para outros países, segundo afirmou Antonio Loureiro, CEO da Conquest One.

Foco na experiência do usuário e domínio de inglês são alguns dos diferenciais competitivos de maior impacto neste ano, segundo ele.

Profissionais mais demandados em 2018: engenheiro ou cientista de dados, segurança da informação, analista de Business Intelligence (BI), scrum máster, gerente de expansão de TI, arquiteto de soluções.

Engenharia

A agropecuária fechou o ano passado com a criação de mais de 37 mil postos de trabalho e conseguiu reverter a queda de 2016, quando houve o fechamento de 14,19 mil vagas.

Uma das profissões promissoras no setor é a de engenheiro. O salário pago pelo agronegócio aos seus engenheiros pode chegar a 13 mil reais, segundo a equipe da Catho. Esses profissionais são necessários em toda cadeia agro. A saber: setores de agronomia, agropecuária, aquicultura, agrimensura, ambiental, florestal e de pesca.

Já na indústria, a área de segurança do trabalho aparece como a melhor para os engenheiros de nível gerencial, segundo pesquisa da consultoria Michael Page.

Profissionais mais demandados em 2018: engenheiro com foco em agronegócio e gerente de saúde, segurança e meio ambiente.

Não entre no PDV sem antes se fazer estas 4 perguntas

Diversas empresas públicas estão anunciando Planos de Demissão Voluntária para equilibrar suas finanças. A reportagem, com a participação de Rafael Souto, CEO da Produtive, revela se o PDV é sempre vantajoso para o funcionário.

 

A crise econômica pode até estar passando, mas o PDV (Plano de Demissão Voluntária) continua sendo uma saída adotada por muitos empregadores para equilibrar suas contas.

Os servidores públicos que o digam. Os Correios, por exemplo, abriram recentemente um novo programa para cortar 5 mil vagas, com prazo de adesão até 29 de dezembro, enquanto a Eletrobras vai lançar um PDV com expectativa de participação de 2,4 mil funcionários. A medida também está sendo tomada pelo governo federal e até por sindicatos.

Programas do tipo podem salvar as contas da instituição, mas são necessariamente uma boa opção para o funcionário? Em tese, há vantagens para ambos os lados: o empregador consegue reduzir seus custos com folha de pagamento e o empregado sai com algum tipo de benefício ou pacote financeiro que compensa o seu desligamento.

Quer ajuda para fazer a sua escolha? O site EXAME elaborou um roteiro de perguntas obrigatório para quem está em dúvida se deve aderir ao plano. Confira:

1. Qual é o meu momento de vida?

Segundo Rafael Souto, CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, o plano só faz sentido para quem está atravessando uma transição profissional. Faça uma autoavaliação da sua carreira: você já vinha pensando em trocar de emprego? Tem um plano B, como outra oferta de emprego? Pretende abrir um negócio? Quer mudar de área de atuação? Pretende antecipar sua aposentadoria? Se as respostas forem negativas, talvez o PDV não seja uma boa opção. 

Nesse cálculo também devem entrar variáveis da sua vida pessoal. Como isso vai afetar a vida do seu cônjuge, filhos e outros familiares? “É importante avaliar o impacto financeiro, emocional e logístico dessa decisão para a rotina e para o futuro da sua família”, aconselha Souto.

2. Como será o futuro da instituição (e do meu departamento)?

Você não precisa ter uma bola de cristal para prever os caminhos mais prováveis que o seu empregador vai percorrer nos próximos tempos. Se a instituição está abrindo um PDV porque passa por uma derrocada sem perspectivas de melhora, pode ser vantajoso abandonar o barco antes que ele afunde. Porém, se o departamento em que você trabalha é relativamente imune à crise, talvez faça mais sentido ficar.

A história mostra tanto exemplos de instituições que faliram quanto empresas que tiveram uma vida longa e próspera no pós-PDV. A dica de Souto para acertar esse prognóstico é ativar o seu networking interno. “Busque seus pares, converse com eles a respeito do futuro da instituição, veja o que eles se eles vão ou não aderir ao PDV, e por quê”, diz o executivo.  

Você não precisa fazer o que todo mundo está fazendo, mas o diálogo servirá para aumentar o seu repertório e embasar melhor a sua decisão.

3. Eu me identifico com a missão da instituição?

Como toda grande decisão de carreira (e de vida), a adesão deve ser analisada à luz das suas grandes aspirações e projetos.

Se, por outro lado, você não está alinhado com os valores da empresa e está se sentindo desmotivado, aderir ao plano de demissão voluntária pode ser uma boa oportunidade para buscar outro emprego em que será mais feliz.

Se você está descontente, alerta Souto, corre o risco de depois virar o “viúvo do PDV” — aquele que se arrepende por não ter aderido ao plano enquanto era tempo.

4. O pacote é realmente atrativo?

Sob o ponto de vista financeiro, a qualidade dos PDVs pode ser bastante variável. “Avalie se a proposta do empregador é realmente muito diferente dos valores da rescisão normal”, orienta Souto. Um bom pacote é aquele que contempla benefícios — como um plano de saúde estendido, por exemplo — e valores representativos diante do seu rendimento médio e das suas economias.

 

65 carreiras promissoras para 2017, segundo recrutadores

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Confira matéria com participação de Rafael Souto publicada em EXAME.com:

Consultorias de recrutamento indicam quem serão os profissionais mais demandados no ano que vem. Finanças, vendas e tecnologia seguem em alta

Por Camila Pati, Claudia Gasparini

São Paulo – O ano de 2016 foi  complicado para o mercado de trabalho brasileiro com demissões e cortes de custos sendo palavras de ordem nas empresas. “A crise não só afetou drasticamente o presente, como comprometeu o futuro por meio da destruição do bônus demográfico que o Brasil tinha para aproveitar até 2030, porém, com 11 milhões de empregos extraídos do mercado, esta fase foi perdida”, diz Rubens Prata, CEO da STATO.

De acordo com ele, ano de 2017 já prenuncia uma ligeira recuperação. “Porém, mais concentrada em alguns poucos setores, como o agropecuário e farmacêutico”, diz. Nesse cenário, continuam promissoras carreiras ligadas aos departamentos financeiros, vendas e geração de novos negócios. As áreas comerciais e de inteligência de mercado também ganham mais destaque e carreiras na tecnologia seguem com boas perspectivas de emprego.

A seguir confira as carreiras e profissões que 20 consultorias de recrutamento consultadas por Exame.com apontaram como destaque no próximo ano:

 

3.Profissional de controladoria /Controller

O que faz: Responde pela apuração, consolidação, análise das informações financeiras de uma empresa, bem como sua comunicação à diretoria por meio de relatórios, com a finalidade de orientar a tomada de decisão sob essa perspectiva. É o principal gestor de indicadores do negócio.

Perfil: Graduação em ciências contábeis, administração ou economia e pós-graduação em finanças, administração ou controladoria. Ter uma base sólida em assuntos ligados ao universo contábil e fiscal é essencial, além de inglês fluente.

Por que está em alta: “Este profissional é fundamental porque faz a ponte entre elementos operacionais, táticos e estratégicos, apontando possíveis dificuldades ou oportunidades que possam aparecer nessas três esferas”, diz Alexandre Kalman, sócio da consultoria Hound. “Além disso, em momentos de crise muitas empresas preferem substituir diretores financeiros por controllers de nível sênior, de olho na redução de custos”. Para Rafael Souto, CEO da Produtive, o profissional é muito requisitado porque as companhias seguem a caminhada para o controle de orçamentos – uma tônica que começou há alguns anos e deve persistir ainda em 2017. A profissão também é vista como promissora para 2017 por Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses,  Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals e Marcelo Braga, sócio da Reachr. Este último aponta para a necessidade profissionais de controladoria  também nos níveis de analista sênior, coordenador e gerente.

14.Gestor de marketing

O que faz: Cuida do planejamento de marketing e comunicação da empresa, além de promover campanhas digitais, lançamento de produtos e ações para posicionamento da marca em geral.

Perfil: Formação em administração ou publicidade e propaganda. É imprescindível ter inglês fluente e domínio dos conceitos e ferramentas de marketing digital.

Por que está em alta: Após um longo período de crise, com cortes de custos e redução dos investimentos, as empresas retomaram os planos e estão se preparando para uma fase de reaquecimento econômico, diz Rafael Souto, CEO da Produtive. Com isso, deverá haver mais recursos para o marketing — o que aponta para o ressurgimento do profissional da área na lista de prioridades das companhias, após um “sumiço” de mais de dois anos. Kamila Soares, da People Oriented, também indica esta carreira como promissora.

44.Gestor de projetos em TI

O que faz: Coordena equipes de desenvolvimento na área de tecnologia. Seu papel é compreender as necessidades do cliente, desenvolver um cronograma para o projeto, controlar o orçamento e garantir a qualidade das entregas técnicas.

Perfil: Formação acadêmica na área de tecnologia, com conhecimentos e experiências em big data, internet das coisas e gestão de projetos.

Por que está em alta: De acordo com Souto, a gestão de projetos em TI se tornou mais estratégica para o mercado nos últimos anos. “As empresas precisam de soluções tecnológicas cada vez mais complexas, que envolvam big data e people analytics, por exemplo, para dar sustentação aos diversos departamentos do negócio”, explica.

Confira a matéria completa em: http://exame.abril.com.br/carreira/65-carreiras-promissoras-para-2017-segundo-recrutadores/

3 motivos para fazer um mestrado no lugar do MBA

Na dúvida sobre qual é o melhor diploma de pós-graduação para você? Veja algumas vantagens do mestrado sobre o MBA que você deve colocar na conta.

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Está na dúvida entre investir em um diploma de MBA ou mergulhar em um mestrado? É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que as duas modalidades de pós-graduação podem ser bem-vindas para a sua carreira — tudo depende das suas necessidades.

Antes de explicar as diferenças entre as duas opções, o presidente da consultoria Produtive, Rafael Souto, lembra que MBA tem status de mestrado no exterior. A sigla, afinal, quer dizer Master of Business Administration, expressão em que “master” significa “mestre”.

No Brasil, alguns cursos de MBA são regulamentados e reconhecidos como mestrados profissionais pelo MEC, mas são minoria. Em grande parte, diz Souto, trata-se apenas de um “nome bonito” para uma especialização lato sensu, e não um programa stricto sensu, como mestrado e doutorado.

Mesmo nesse caso, porém, o MBA pode ser uma ótima pedida. “É um curso feito sob medida para o executivo, já que os horários das aulas são mais adaptáveis à agenda de quem trabalha o dia inteiro, e a carga de estudo não é tão pesada quanto a do mestrado”, explica o presidente da Produtive.

networking oferecido por esse tipo de curso também pode ser mais vantajoso a depender dos seus objetivos. “No MBA você conhece pessoas do seu mercado, talvez até um futuro sócio”, diz o coach João Luiz Pasqual. “A vivência da pós-graduação stricto sensu também enriquece a sua rede de contatos, mas é provável que você conheça pessoas com mais foco no mundo acadêmico”.

Dito isso, um diploma de mestrado também tem diferenciais consideráveis. Confira a seguir os mais importantes, segundo os especialistas consultados:

1. É um diploma que traz “autoridade” na sua profissão

O rigor no processo seletivo, a profundidade das aulas e a intensa carga de estudos conferem grande respeitabilidade ao profissional com mestrado. “Passar por tudo isso dá uma consistência curricular que só o doutorado é capaz de desbancar”, explica Pasqual.

Claro que o MBA também pode conferir autoridade em diversos temas do universo corporativo, com destaque para gestão. Ainda assim, Pasqual conhece muitos profissionais que já têm MBA e estão correndo atrás de diplomas de mestrado ou até doutorado para deixar o currículo mais robusto.

Isso vem na esteira de uma maior aproximação entre o mundo acadêmico e o mercado, tradicionalmente bem separados. Segundo o coach, a ideia de que o pensamento cultivado na universidade é “teórico demais” está ultrapassada há pelo menos uma década.

“As empresas perceberam que quem tem conhecimentos mais profundos, trazidos pela academia, pode contribuir muito para os negócios”, afirma ele. Quem tem mestrado é visto como alguém com autoridade para falar sobre a própria área e contribuir com ideias relevantes para a empresa.

2. O título abre outras portas de trabalho

O diploma de mestre é exigido pela maioria das faculdades e universidades na hora de contratar um professor. Se você só tem um título lato sensu, como o MBA, dificilmente será escolhido para ocupar uma cadeira de docência.

De acordo com Pasqual, essa diferença pode ser decisiva se você considera dar aulas como uma alternativa de carreira. Essa opção é cada vez mais comum, já que cada vez mais universidades brasileiras estão abrindo espaço para professores com um pé no mundo corporativo.

Por outro lado, esse aspecto também pode ajudar a definir a sua preferência por um diploma mais voltado ao universo das empresas. “Caso você tenha certeza de que não quer a docência nem agora e nem no futuro, talvez seja melhor fazer um MBA no lugar do mestrado”, diz Souto.

3. O impacto sobre o salário é maior que o do MBA

Diplomas de pós-graduação lato sensu — caso da maioria dos programas de MBA disponíveis no mercado — são relativamente comuns. Segundo uma pesquisa da consultoria Produtive, 68% dos executivos brasileiros já têm um ou mais certificados desse tipo.

Já os que têm mestrado ou doutorado são apenas 9%, e essa raridade confere um status diferente ao profissional que detém o título stricto sensu.

Segundo o mesmo estudo, o salário médio dos executivos entrevistados é de 9,3 mil reais quando eles têm uma única pós-graduação lato sensu; 12,8 mil reais quando têm mais de uma pós-graduação desse tipo; e 13,8 mil reais quando o título é de mestrado ou doutorado.

Embora os valores se refiram ao mercado em 2014, Souto afirma que a tendência se mantém em 2017. “As empresas gostam de quem tem a profundidade acadêmica, e isso se reflete na remuneração”, explica.

Em tempo: tanto no caso do mestrado quanto no do MBA, o impacto salarial não costuma ser imediato. De acordo com Souto, é preciso entender que qualquer um dos cursos simplesmente ampliará sua “musculatura” profissional. Só depois de usá-la muito no cotidiano, a médio ou longo prazo, essa nova habilitação trará retornos para o seu bolso.