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3 motivos para fazer um mestrado no lugar do MBA

Na dúvida sobre qual é o melhor diploma de pós-graduação para você? Veja algumas vantagens do mestrado sobre o MBA que você deve colocar na conta.

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Está na dúvida entre investir em um diploma de MBA ou mergulhar em um mestrado? É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que as duas modalidades de pós-graduação podem ser bem-vindas para a sua carreira — tudo depende das suas necessidades.

Antes de explicar as diferenças entre as duas opções, o presidente da consultoria Produtive, Rafael Souto, lembra que MBA tem status de mestrado no exterior. A sigla, afinal, quer dizer Master of Business Administration, expressão em que “master” significa “mestre”.

No Brasil, alguns cursos de MBA são regulamentados e reconhecidos como mestrados profissionais pelo MEC, mas são minoria. Em grande parte, diz Souto, trata-se apenas de um “nome bonito” para uma especialização lato sensu, e não um programa stricto sensu, como mestrado e doutorado.

Mesmo nesse caso, porém, o MBA pode ser uma ótima pedida. “É um curso feito sob medida para o executivo, já que os horários das aulas são mais adaptáveis à agenda de quem trabalha o dia inteiro, e a carga de estudo não é tão pesada quanto a do mestrado”, explica o presidente da Produtive.

networking oferecido por esse tipo de curso também pode ser mais vantajoso a depender dos seus objetivos. “No MBA você conhece pessoas do seu mercado, talvez até um futuro sócio”, diz o coach João Luiz Pasqual. “A vivência da pós-graduação stricto sensu também enriquece a sua rede de contatos, mas é provável que você conheça pessoas com mais foco no mundo acadêmico”.

Dito isso, um diploma de mestrado também tem diferenciais consideráveis. Confira a seguir os mais importantes, segundo os especialistas consultados:

1. É um diploma que traz “autoridade” na sua profissão

O rigor no processo seletivo, a profundidade das aulas e a intensa carga de estudos conferem grande respeitabilidade ao profissional com mestrado. “Passar por tudo isso dá uma consistência curricular que só o doutorado é capaz de desbancar”, explica Pasqual.

Claro que o MBA também pode conferir autoridade em diversos temas do universo corporativo, com destaque para gestão. Ainda assim, Pasqual conhece muitos profissionais que já têm MBA e estão correndo atrás de diplomas de mestrado ou até doutorado para deixar o currículo mais robusto.

Isso vem na esteira de uma maior aproximação entre o mundo acadêmico e o mercado, tradicionalmente bem separados. Segundo o coach, a ideia de que o pensamento cultivado na universidade é “teórico demais” está ultrapassada há pelo menos uma década.

“As empresas perceberam que quem tem conhecimentos mais profundos, trazidos pela academia, pode contribuir muito para os negócios”, afirma ele. Quem tem mestrado é visto como alguém com autoridade para falar sobre a própria área e contribuir com ideias relevantes para a empresa.

2. O título abre outras portas de trabalho

O diploma de mestre é exigido pela maioria das faculdades e universidades na hora de contratar um professor. Se você só tem um título lato sensu, como o MBA, dificilmente será escolhido para ocupar uma cadeira de docência.

De acordo com Pasqual, essa diferença pode ser decisiva se você considera dar aulas como uma alternativa de carreira. Essa opção é cada vez mais comum, já que cada vez mais universidades brasileiras estão abrindo espaço para professores com um pé no mundo corporativo.

Por outro lado, esse aspecto também pode ajudar a definir a sua preferência por um diploma mais voltado ao universo das empresas. “Caso você tenha certeza de que não quer a docência nem agora e nem no futuro, talvez seja melhor fazer um MBA no lugar do mestrado”, diz Souto.

3. O impacto sobre o salário é maior que o do MBA

Diplomas de pós-graduação lato sensu — caso da maioria dos programas de MBA disponíveis no mercado — são relativamente comuns. Segundo uma pesquisa da consultoria Produtive, 68% dos executivos brasileiros já têm um ou mais certificados desse tipo.

Já os que têm mestrado ou doutorado são apenas 9%, e essa raridade confere um status diferente ao profissional que detém o título stricto sensu.

Segundo o mesmo estudo, o salário médio dos executivos entrevistados é de 9,3 mil reais quando eles têm uma única pós-graduação lato sensu; 12,8 mil reais quando têm mais de uma pós-graduação desse tipo; e 13,8 mil reais quando o título é de mestrado ou doutorado.

Embora os valores se refiram ao mercado em 2014, Souto afirma que a tendência se mantém em 2017. “As empresas gostam de quem tem a profundidade acadêmica, e isso se reflete na remuneração”, explica.

Em tempo: tanto no caso do mestrado quanto no do MBA, o impacto salarial não costuma ser imediato. De acordo com Souto, é preciso entender que qualquer um dos cursos simplesmente ampliará sua “musculatura” profissional. Só depois de usá-la muito no cotidiano, a médio ou longo prazo, essa nova habilitação trará retornos para o seu bolso.

4 situações de carreira em que fazer MBA é uma cilada

Rafael Souto participa de reportagem da Exame.com e fala sobre as situações em que o MBA não é recomendado para o profissional.

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Cursos de MBA são quase como casamentos: exigem tempo, comprometimento e muita disposição para valerem a pena. Para não falar em uma bela quantia de dinheiro — já que a maioria das escolas sérias não costuma cobrar pouco pelas aulas — e dois anos inteiros da sua vida.

Na prática, porém, muita gente decide abraçar o compromisso só para ter uma linha bonita no currículo. A superficialidade da decisão cobrará seu preço mais cedo ou mais tarde: envolvido numa decisão sem timing nem pertinência, o profissional só vai perder dinheiro.

Ironicamente, um dos erros mais comuns dos executivos é justamente acreditar que o MBA trará um incremento salarial — o que, ao contrário do que reza a lenda, não acontece necessariamente.

O ideal é que a motivação principal não seja material e nem imediata. O curso deve ser encarado como um investimento de longo prazo para ampliar os seus conhecimentos, fazer networking e ganhar maturidade profissional. Se não, é melhor mudar de planos.

Veja a seguir 4 situações em que fazer MBA não é uma boa ideia:

1. Você acabou de se formar

De acordo com Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, pessoas que acabaram de concluir a faculdade ainda não têm experiência suficiente para aproveitar plenamente um curso de MBA. “Como são muito baseadas em cases, as aulas vão abordar situações em que o jovem recém-formado ainda não viveu”, explica. Além de não se identificar com o conteúdo, ele também não vai poder contribuir muito com as discussões, o que enfraquece o potencial de networking.

O ideal para quem tem menos de três anos de formado, segundo Souto, é fazer um curso de especialização ou uma extensão para confirmar o seu interesse por uma determinada área. A decisão pelo MBA faz mais sentido para quem já é gestor ou está prestes a assumir um cargo de chefia.

2. Você não tem um plano

Está insatisfeito com o seu trabalho atual e não sabe qual direção deve dar para a sua carreira? Procurar um MBA na tentativa de sanar as suas dúvidas dificilmente dará certo.

O MBA nunca vale a pena se estiver dissociado de um plano estratégico de carreira. Para Rafael Souto, é inútil se inscrever num curso desse tipo se você não tiver refletido sobre como vai aplicá-lo. Seja para reforçar a sua área-foco de conhecimento, seja para ter uma visão global de um negócio, ou seja ainda para conhecer um novo universo profissional, o MBA sempre precisa se encaixar de algum modo no futuro que você deseja para si.

3. Você está desempregado

Claro que isso varia caso a caso. Se você está sem emprego mas tem uma reserva robusta, que admite gastos para aumentar as chances de ser contratado, talvez o MBA não seja uma má ideia.

Em nome da economia de recursos, só não vale cair no “canto da sereia” de escolas que vendem cursos de MBA de péssima qualidade por um preço mais baixo. “Se a instituição tem má reputação, você não aprenderá nada de relevante e ainda vai incorporar um nome inconveniente ao seu currículo”, alerta Souto. É importante pesquisar quais são as instituições mais respeitadas na sua área. Se você não tem como pagar uma escola boa agora, talvez seja melhor adiar os seus planos.

4. O conteúdo do curso parece chato

Bons cursos de MBAs exigem muitas leituras, provas e trabalhos em grupo — ou seja, uma grande dose de tempo e disponibilidade mental. Não se anima com o assunto da maioria das aulas? É melhor nem começar. Se você olha para o programa do curso e sente vontade de bocejar, talvez seja o momento de repensar inclusive se está na profissão certa.

Em vez de comprometer seu tempo e dinheiro com o curso, é melhor fazer uma autoanálise profunda para descobrir se você não deveria investir numa outra área. Pode parecer desconfortável em um primeiro momento, mas as chances de encontrar a felicidade a longo prazo serão bem maiores.

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